14.1.21

Faro Editorial lança edição de A Revolução dos Bichos

 Em 2021 a Faro já começa o ano metendo o pé na porta com quatro lançamentos. Confira abaixo e aguarde as resenhas.


Faro Editorial lança edição do clássico “A Revolução dos Bichos” de George Orwell 

Obra sairá pelo selo Avis Rara e capa inspirada na alegoria real de Orwell


Uma fazenda se revolta contra seu dono. Animais cansados do que consideravam descaso do homem , resolvem tomar o poder a força e viver de acordo com suas regras, dividindo a comida, as tarefas e vivendo em harmonia com a terra. Bem... era o que pensavam no início, mas quando o poder muda de mãos , também mudam os comandantes da partida, e o que parec ia ser a utopia de uma sociedade justa, se torna uma nova disputa de classes. A revolução dos bichos discute mitos que continuamente pairam em nossa sociedade, e foi escrito depois de um processo de desencanto de Orwell , quando esteve na linha de frente do projeto socialista.

A Faro Editorial lança este mês pelo selo Avis Rara o clássico, “A revolução dos bichos” de George Orwell. Publicado 75 anos atrás, a obra mantém em sua narrativa alegórica uma reflexão fundamental para os nossos tempos. Mas ao longo dos anos, os fatos que inspiraram o autor acabaram perdendo o protagonismo: a crítica contundente ao socialismo real que foi posto em prática por Stálin, e a figuras como Marx, Lenin e Trotsky. Gerações e gerações de leitores conhecem a fábula política de George Orwell que mostra a revolta dos animais da fazenda contra os humanos, uma retomada do poder pela força de trabalho dos bichos. Mas o que parecia ser a utopia perfeita, acaba se virando contra os revolucionários, que apenas transferiram o poder a um novo tirano. 

Os elevados ideais de liberdade, justiça e igualdade são traídos e um novo regime de opressão substitui a tirania anterior. “Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros” passa a ser o único mandamento e condensa em poucas palavras como a disputa pel o poder pode se esconder até mesmo n as causas mais nobres. Sátira política devastadora e fábula moral na tradição de Esopo, La Fontaine, Swift e Voltaire. “As criaturas de fora olhavam de um porco par a um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco ” 

Ficha Técnica 
Título: A revolução dos bichos 
Nº de páginas: 160 
Preço: R$34,90

Sobre o autor: 
Autor de seis romances, além de inúmeros ensaios e artigos, George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, nasceu em 1903, na Índia, onde seu pai era alto funcionário do governo britânico. De 1917 a 1921, cursou como bolsista o tradicional e aristocrático Eton College. Porém, depois disso, rompeu com seu passado burguês, trabalhou como operário, lavador de pratos e professor e, e m 1937, lutou contra o fascismo na Guerra Civil Espanhola, ao lado dos trotskistas e anarquistas socialistas até se desencantar com os crimes cometidos em nome da revolução. 

Seus dois romances mais famosos, A revolução dos bichos e 1984, são tanto fruto de sua rica experiência de vida, como uma enfática condenação ao totalitarismo fosse de qualquer ideologia . “A verdade, é claro, é que os inúmeros intelectuais ingleses que beijam o traseiro de Stálin não diferem da minoria que é fiel a Hitler ou Mussolini (...). Todos eles estão cultuando o poder e a crueldade bem - sucedida”. Orwell morreu de tuberculose em Londres, em 1950.

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Faro Editorial lança “A garota anônima” das autoras Greer Hendricks e Sarah Pekkanen
 
Conhecidas dos leitores brasileiros com o thriller “A mulher entre nós”, livro narra um suspense psicológico de tirar o fôlego 


Jéssica Farris é uma mulher que beira a mediocridade. Sua vida não é o que ela sonhou , e ser apenas uma maquiadora artística não é bem o que ela quer para o futuro mudar . É quando surge uma oportunidade. Jéssica se inscreve numa espécie de estudo psicológico, com uma re nomada psiquiatra, que promete manter o anonimato dos participantes e trazer excelentes recompensas. E o propósito parecia nobre: tratava-se de uma pesquisa que poderia mudar a vida de outras pessoas, e ainda ganharia dinheiro com isso. O que poderia dar errado? 

A Faro Editorial lança este mês o novo livro de Greer Handricks e Sarah Pekkanen , “A garota anônima”, que já teve seus direitos de publicação vendidos para mais de 20 países. As autoras são conhecidas do leitor brasileiro com o best - seller “A mulher entre nós”, publicado em 2018.

Neste novo thriller, elas nos apresentam o encontro entre Jéssica Farris e a psiquiatra Dr. Lydia Shields. Tudo parecia ser perfeito: Jessica responderia a algumas perguntas, faria alguns testes de personalidade, ganharia receberia seu cheque e iria embora. Mas à medida em que as perguntas ficam mais invasivas, Jess começa a sentir como se soubessem o que ela está pensando... e, pior, o que está escondendo. 

E o que parecia um simples estudo sobre moralidade e ética começa a tomar rumos estranho , quando Jessica percebe que Dra. Shield sabe exatamente o que ela está pensando e está manipulando suas ações. É quando ela começa a duvidar de tudo, inclusive de si mesma. Um thriller alucinante que trata de inúmeros assuntos escondidos na mente humana. 

Ficha Técnica 
Título: A garota anônima 
Nº de páginas: 268 
Preço: R$ 59,90 

Sobre as autoras: 
Greer Hendricks mora em Manhattan com o marido e dois filhos. Antes de se tornar escritora, Greer foi vice - presidente e editora da Simon & Schuster. Seus textos já foram publicados no The New York Times e na revista Publishers Weekly. 

Sarah Pekkanen vive com o marido e os três filhos em Maryland, nos Estados Unidos. Seus livros sempre ocupam as listas de mais vendidos. Já escreveu para vários jornais e revistas como People e Washington Post.

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Faro Editorial lança nova edição do clássico “Amor de Perdição” 

Obra original de Camilo Castelo Branco vertida para vocabulário moderno do Português 


Um dos grandes clássicos da literatura portuguesa, releitura de Romeu e Julieta foi inspirado nas dores do próprio autor. Uma história de amor, de perda e desilusão. Simão amava Teresa, mas esse sentimento não poderia jamais existir. Mariana amava Simão, mas seu coração seria mora d a vazia... a paixão os rondava, mas ali ninguém seria feliz para viver um grande romance. O amor proibido por todas as famílias . E os amantes estavam dispostos a pagar o preço. 

A Faro Editorial lança este mês “Amor de Perdição” do autor português Camilo Castelo Branco. Uma obra atemporal, que ganha uma edição integral , adaptada para o português moderno. Em mais de 160 anos de mudanças linguísticas em nosso português, a edição da Faro busca aproximar o leitor do clássico, sem modificar a característica narrativa do autor. Um livro que trará o romantismo de Castelo Branco para o leitor moderno de forma cativante, capaz de ser compreendido em cada linha. 

Considerada uma das principais obras do movimento ultrarromântico, marcado por idealizações do amor, paixões arrebatadoras e dores que afetam intensamente a alma, este romance atravessa décadas com a jovialidade de seus protagonistas: Simão, Teresa e Mariana. Simão, um jovem de 16 anos, comete um crime contra o pretendente de sua amada. É jogado na cadeia enquanto espera sua pena: prisão ou exílio nas Índias.

Teresa é igualmente afetada, posta em clausura, e Mariana, a jovem humilde que alimenta secretamente uma paixão por Simão, vive todas as emoções de um amor platônico, devotado, com fios de esperança de um dia ser correspondida. “Lembro quando tu me dizias dos teus sonhos de felicidade! Que mal faria a Deus os nossos inocentes desejos?” Exemplos do trabalho feito nessa edição de modo a mantê-la viva nas mãos de todos os leitores, especialmente jovens. Experimente ler os negritos sem um dicionário de termos antigos ao lado. 

  • Parece que a fidalguia de Lamego, em todo o tempo orgulhosa de uma antiguidade que principia na aclamação de Almacave, desdenhou
  • Parece que a fidalguia de Lamego, em todo o tempo orgulhosa da sua própria origem e antiguidade, desdenhou 
  • A rapariga, como ouviu os passos do pai, saiu lestamente por outra porta. 
  • A rapariga, como ouviu os passos do pai, saiu rapidamente por outra porta. 
  • Salte do cavalo, que há de haver mostarda 
  • Salte do cavalo, que há de haver confronto 

Ficha Técnica 
Título: Amor de Perdição 
Nº de páginas: 208 
Preço: R$39,90 

Sobre o autor: 
Camilo Castelo Branco nasceu em Lisboa, em 1825. Romancista, cronista, crítico, dramaturgo, historiador, poeta e tradutor, tornou - se um dos maiores escritores portugueses do século XIX. Amor de perdição é sua obra mais conhecida.

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“O ano que a Terra parou”, do jornalista Luciano Trigo chega às livrarias este mês 

Obra analisa os acontecimentos que marcaram o ano de 2020, escondidos pelos debates enviesados e pelas discussões ideológicas 


Quem poderia imaginar um ano em que tudo parou ? A canção profética de Raul Seixas sempre pareceu a todos nós como uma fantasia divertida. Mas não foi. Uma pandemia se espalhou pelo planeta, matou mais de um milhão e meio de pessoas e impôs regras de confinamento social a populações inteiras, gerando r ecessão e desemprego em uma escala inimaginável. Mas isso não foi a única tragédia de 2020. Será esse o pior ano de todos os tempos? 

A Faro Editorial lança este mês pelo selo Avis Rara, “O ano que a Terra parou”, do jornalista Luciano Trigo. O autor analis ou os principais fatos que marcaram o ano, e conecta a feitos e eventos de outras épocas que nos oferecem um cenário do que realmente aconteceu, e como isso nos afetará nos anos vindouros. Um ano que também ficará marcado pela escalada da insanidade provocada pela polarização política e pela consolidação de uma agenda que inclui a defesa da censura, a perseguição a adversários e, na prática, a ditadura de pequenos grupos de poder – tudo isso em nome da defesa da democracia. 

Neste livro, Luciano Trigo examina o que há por trás das diferentes manifestações desse fenômeno na vida cotidiana, sempre buscando apontar caminhos para a sua superação. E alerta para os riscos decorrentes da erosão dos valores compartilhados, sem os quais nenhuma sociedade consegue sobreviver. 

Uma leitura necessária para entender os tempos muito estranhos que estamos vivendo – e para manter o equilíbrio e a sanidade em meio à nova guerra de narrativas. 

O autor responde: 

Podemos afirmar que 2020 foi o pior ano de todos os tempos? 

Seguramente houve muitos anos piores na História, em termos de volume de mortes e de sofrimento humano, bastando citar os anos do Holocausto nazista, do Holodomor stalinista e da Grande Fome chinesa, isso para ficarmos só nos genocídios do século 20. O que 2020 teve de peculiar foi lembrar à humanidade que, no fundo, ela não tem controle sobre nada nem garantia de nada, que a qualquer momento uma pandemia pode parar o planeta e provocar a morte de milhões de pessoas.A Covid-19 é um tapa na cara de uma sociedade que não passou por nenhuma das tragédias citadas acima e desaprendeu a lidar com o aspecto trágico da existência, daí o seu impacto psicológico e emocional brutal sobre as pessoas. 

Acha que esse cenário ainda deve continuar? E quais seriam as pior es consequências? 

Vivemos um momento de grande otimismo em relação às vacinas, mas só o tempo dirá se elas são realmente eficazes e por quanto tempo, se surgirão novas mutações do coronavírus etc. Acho que o vírus não vai desaparecer, e que algumas mudanças vieram para ficar. Certamente vamos nos acomodar em algum tipo de normalidade, que será diferente da anterior, talvez isso seja questão de meses. Mas muito provavelmente a Covid-19 vai continuar fazendo vítimas, como outras doenças que não existiam até poucas décadas atrás, e com as quais aprendemos a conviver. O ser humano se adapta a tudo. Entre as consequências negativas está o aumento do controle da sociedade pelos governos, suprimindo - se liberdades individuais com o pretexto do combate à pandemia. 

O que podemos esperar da sociedade daqui para frente? 

O problema é que a pandemia de Covid-19 não foi a única tragédia de 2020, ano que também ficou marcado pelo acirramento insano da polarização política, pela cultura do cancelamento, pela defesa da censura, pelo “ódio do bem”, pela vandalização de monumentos históricos e pelo que se convencionou chamar de “lacração”. Hoje vivemos uma verdadeira ditadura de grupos minoritários barulhentos, que impõem suas agendas a uma maioria silenciosa. A razão de viver desses grupos é impor sua vontade no grito, perseguindo e esfolando todos aqueles que discordarem. 

Estudando possíveis cenários, o que você acha possível acontecer em 2021? 

Ainda que contem com o apoio da grande mídia e do meio acadêmico, que continua totalmente dominado pelo pensamento de esquerda e progressista, muitas dessas agendas – as bandeiras identitárias, por exemplo – pela forma agressiva e intolerante como estão sendo conduzidas, podem acabar provocando uma reação das pessoas comuns, que estão vendo seus valores e crenças serem diariamente atacados. A eleição de Bolsonaro já foi, em parte, uma reação do Brasil real a pautas no campo dos costumes que são rejeitadas pela maioria dos brasileiros. O Brasil real é muito diferente da timeline das rede s sociais dos professores, intelectuais e artistas. Mas é claro que o futuro desse governo e a possível reeleição de Bolsonaro dependerão, fundamentalmente, do desempenho da economia, como aliás acontece com todos os governos. 

Ficha Técnica 
Título: O a no em que a Terra parou 
Nº de páginas: 256 
Preço: R$ 49,90 

Sobre o autor:
Luciano Trigo é jornalista e escritor. É autor dos ensaios “O viajante imóvel – Machado de Assis e o Rio de Janeiro de seu tempo”, “Engenho e Memória – O Nordeste do açúcar na ficção de José Lins do Rego (premiado pela Academia Brasileira de Letras), “A grande feira – Uma reação ao vale - tudo na arte contemporânea” e “Guerra de narrativas – A crise política e a luta pelo controle do imaginário”. Também escreveu obras de ficção, de poesia e livros infantis. 

Mantém atualmente uma coluna sobre cultura e política na “Gazeta do Povo” o fascismo ao lado dos trotskistas e anarquistas socialistas. Seus dois romances mais famosos, A revolução dos bichos e 1984, são tanto fruto de sua rica experi ência de vida, como uma enfática condenação ao totalitarismo. Orwell morreu de tuberculose em Londres, em 1950.

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