29.12.20

Série Confess

Já estava querendo fazer a resenha dessa minissérie a um tempo, só que as coisas este ano foram tão atribuladas que só consegui agora. Antes tarde do que nunca, não é verdade? Se alguém ainda não sabe, lá em 2017 o livro Confesse da Colleen Hoover foi adaptado para uma minissérie de sete episódios de mais ou menos 20 minutos cada. Essa série saiu numa plataforma digital americana e tem os atores Katie Leclerc como Auburn Reed e Ryan Cooper como Owen Gentry. Ainda estão no elenco Sherilyn Fenn, Amy Pham e Brittany Furlan. A direção do seriado é de Elissa Down e a Colleen Hoover é uma das produtoras e aparece no primeiro episódio.


Eu li o livro, mas não resenhei aqui no site, então farei um resumo da estória sem spoiler. Auburn Reed é uma jovem mãe que tenta reaver a guarda do filho que deixou aos cuidados da sogra assim que ele nasceu. Só que a sogra dificulta as visitas de Auburn e não acha que ela é capaz de cuidar do filho. Para conseguir a guarda, Auburn consegue um emprego na galeria de arte de Owen, que pinta as confissões que as pessoas deixam na sua porta. A quimica entre eles é instantanea e logo eles se envolvem. Mas entra aí o grande complicador desse romance, Trey Taylor (Rocky Myers). Ele é policial, ex-cunhado de Auburn e nutre sentimentos por ela. Na cabeca de Trey, já que o irmão, pai do filho da Auburn, morreu, os dois podem ficar juntos.


Imagem: Reprodução


Tive dois problemas com essa minissérie: ela é muito curta e como escolheram encaixar passado e presente. Eu acho que sete episódios de 20 minutos para um livro com tanto assunto interessante ficou apertado. Para dar conta de tudo, as relações não foram tão bem aprofundadas (a relação do Owen com o pai poderia ter sido melhor explorada, por exemplo) e o final ficou corrido. Por mim eles mantinham os sete episódios, só que com 1h cada para dar tempo de ter profundidade. Em relação ao passado e presente foi o seguinte. Para contar o que aconteceu quando a Auburn teve o filho, ou como o Owen se envolveu com a polícia, eles escolheram colocar no meio das cenas do presente. Era para ter causado a sensação de surpresa, só que ficou confuso. Talvez o tempo de exibição tenha influenciado nisso, na correria de contar as coisas mais importantes em pouco tempo.


Gostei bastante da química de Katie Leclerc e Ryan Cooper, eles trabalharam juntos em outros projetos, e entregaram uma Auburn e Owen muito bons. Não vou dizer que igual ao livro porque cada um gera uma imagem de personagem, mas ficou ótimo. A ambientação da minissérie também está bem bacana. Eles investiram na galeria do Owen e trabalho dele, então tem cenas do Ryan pintando, da exposição das obras (lindas, diga-se de passagem), da venda e compra. Não tem uma trilha sonora marcante e também não é uma minissérie que explora a parte sensual. Quem lê Colleen Hoover sabe que ela tem algumas cenas nesse sentido, mas os episódios são tranquilos de assistir. O que marcou mesmo foi o romance entre os personagens, como os atores conseguiram passar que eles se gostavam tanto.


Imagem: Reprodução


Para assistir essa minissérie é um outro problema. Ela não foi lançada no Brasil, apenas nos Estados Unidos pelo que me consta. Num primeiro momento ela ficou só no serviço de streaming go90, depois foi para a Apple Tv e Prime Video. Os dois últimos até têm no Brasil, mas a minissérie não foi disponibiliza ainda. No Youtube vocês vão encontrar os primeiros episódios legendados e depois uma amiga no Instagram passou um grupo no Telegram que tem os episodios legendados. Porém, não vou compartilhar porque tem episódios que não estão completos. O que eu fiz? Vi em inglês mesmo no Vimeo. Foi o único modo de conferir essa adaptação que eu tanto tinha curiosidade. Não sei porque não lançaram por aqui, mas quem tiver interesse em ver tem que arrumar uma maracutaia para conseguir.


Tirando os dois pontos que comentei acima que não curti a minissérie é boa. Eu acho que a intenção de adaptar algo da Colleen Hoover é super válido. Ela tem livros incríveis, que debatem assuntos importantes e que muitas vezes são bem visuais. Quem acompanha aqui o site sabe que existem vários projetos de adaptação, mas que só esse foi para frente. O lado feio do amor tinha até ator escolhido, mas não deu certo. É assim que acaba tem diretor, só que com a pandemia não comentaram mais nada. Então eu fico meio triste por não ter essa autora tão boa adaptada com mais qualidade e tal. Acho que as empresas estão perdendo adaptando umas coisas tão rasas, enquanto ela fala de temas mais relevantes... enfim. Quem tiver ânimo de burlar tanto empecilho para ver, vale a pena. Pelo menos para mim valeu.


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