22.12.20

Jovens Bruxas: Nova Irmandade

Jovens Bruxas: Nova Irmandade || Estreia dia 23 de dezembro de 2020 nas plataformas digitais 
Crítica por Helen Nice 

Imagem cedida pela Sony Home

Esta sequência do filme Jovens Bruxas de 1996 (que por sinal, ainda não assisti!) chega em breve às plataformas digitais direto do cinema, e é uma boa opção para os feriados que se aproximam. Dirigido por Zoe Lister-Jones, com roteiro de Peter Filardi, baseado em personagens criados por ele. Com Caillee Spaeny no papel principal, temos também no elenco Zoey Luna, Gideon Adlon, Love Simone, Michele Monaghan, Nicholas Galitzine e David Duchovny

Alunas do ensino médio se unem para formar um coven, nome genérico dado a uma agregação de bruxas, para a prática de pequenas bruxarias, rituais e ritos simbólicos. Logo no princípio do filme, três delas já aparecem encenando um pequeno ritual, e não há explicações lógicas de onde provém o poder das garotas e como elas se uniram. O poder simplesmente existe. Frankie, Tabby e Lourdes sabem que possuem uma força juntas, mas não conseguem desenvolvê-la totalmente, pois falta um quarto elemento. É quando chega à escola uma nova garota, Lily, e já no primeiro dia elas sentem que há uma energia especial envolvida. 

Lily se mudou recentemente com a mãe para a casa do padrasto Adam e não tem amigos ainda. Após um evento trágico em sala de aula, uma apresentação rápida no banheiro e elas percebem que o coven está completo. A sororidade as une, mas Lily ainda não entende bem o que está acontecendo. Coisas estranhas e sensações inusitadas cercam seu dia a dia. Rapidamente Lily entende que quando sua mãe lhe dizia que "sua diferença é o seu poder" era a isso que ela se referia. As quatro garotas começam a usar os rituais de bruxaria como divertimento e um hobby qualquer, sem pensar que isto poderia resultar em sérios problemas para todos. 

Imagem cedida pela Sony Home

A trama não desenvolve todos os detalhes do lado obscuro da magia e dos sonhos de Lily sobre seus poderes. Poderia ter sido melhor desenvolvido. O vilão também é superficial e sem um objetivo plausível que cause um impacto real ou suspense. Ele apenas quer o poder de Lily. Há buracos que deixam a história um pouco desconexa. Quem é Adam, qual a ligação dele com o passado de Lily? E seus três filhos, que não acrescentam muito à trama. Lily descobre "por acaso" detalhes sobre suas origens que a levam ao encontro do seu passado. 

Creio que para os fãs de Jovens Bruxas 1996 que esperavam por um remake, este filme não seja realmente algo memorável. Porém para alguém que, como eu, não tem parâmetros de comparação, fica sendo um bom filme adolescente, que eu particularmente não classificaria como terror. A trilha sonora me empolgou a princípio com Alanis Morrisette e "Hand in my pocket", mas parou por aí. Faltou histórias de fundo, explicações sobre as personagens e um melhor desenvolvimento. Mas é um filme agradável que trabalha tópicos de inclusão de forma bem positiva. Vale como diversão. Eu curti assistir!
 

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