11.11.20

Pistas Submersas || Maria Adolfsson

(Sinopse do livro)


Eu não sou uma mulher de suspense, vocês sabem, mas de vez em quando eu gosto de ler algo do gênero para variar. Até porque, adoro séries de suspense; vejo bastante. O que me atraiu em Pistas Submersas foi a detetive ser uma mulher, esse fato não é incomum, mas quando um autor escolher dar voz para uma me interessa mais. Aqui a detetive Karen Hornby vai investigar um caso que ela está envolvida, mas não quer que ninguém saiba. Durante um festival que acontece nas ilhas de Doggerland, onde a estória se passa, ela tem a brilhante ideia de passar a noite com seu chefe. Coisas que o álcool proporciona. Acontece que no intervalo de tempo em que ela está com o chefe Jounas Smeed, a ex-mulher dele foi assassinada. Ela agora passa a ser o seu álibi e a melhor parte, ela está à frente da equipe para investigar.


Uma coisa que eu gostei no livro é que a autora mostrou o machismo que acontece dentro desse departamento de policia e provavelmente em vários outros. A Karen tenta a muito tempo subir na carreira, mas desacreditam dela por ser mulher. Afirmam que ela não tem capacidade de liderança. Esse tipo de coisa acontece por parte dos chefes e colegas de trabalho. Quando cai no seu colo a oportunidade de investigar o assassinato de Susanne, ex-mulher do chefe, nem ela acredita muito que é capaz. O leitor percebe ao longo do livro que a autoestima dela é baixa pela quantidade de crítica que recebe, e que muitas vezes aceita sem ser verdade, e pela falta de ajuda de alguns colegas de trabalho que estão mais interessados em que ela falhe para assumir seu lugar do que em prender um assassino. 



O livro é narrado em terceira pessoa acompanhando a Karen, que como comentei é um mulher tentando se motivar na profissão e que tem uma vida privada complicada. Algo aconteceu com ela e a família que a gente só descobre mais para o fim, mas ela passou dos 50 anos e é solitária. O enredo tem alguns flashbacks de uma estória envolvendo uma comunidade hippie que funcionava nas redondezas anos atrás. No começo isso não vai fazer muito sentido, mas essa estória antiga vai se encontrar com a estória do assassinato. Outro ponto que fica no encalço de Karen é o seu envolvimento com a filha de Susanne e Jounas, mulher assassinada e chefe dela respectivamente. Como Karen é sozinha, ela acaba acolhendo essa menina que não se dava bem com os pais e tinha uma vida errante. As duas se aproximam e passam a ter uma relação de mãe e filha sem quem as pessoas saibam.


Como eu não leio muitos livros de suspense, não sou um bom parâmetro para dizer se o encaixe das peças é bom ou não. Eu não descobri logo de cara o que se passava, aliás, tive bastante dificuldade em entender aonde a autora queria chegar e quem era o assassino. As pistas não foram fáceis para mim e por isso eu demorei a pegar o livro firme para ler. Eu lia e parava várias vezes até terminar. Quando eu pego alguma pista a leitura flui melhor, porque fico empolgada para saber se estou certa ou não, aqui isso não aconteceu e fui arrastando a leitura até mais para o fim e as coisas começarem a fazer sentido. Só que quando eu achei que estava tudo certo, teve uma reviravolta que foi bem interessante. Algo que nem em um milhão de anos passou pela minha cabeça.


Embora Pistas Submersas não tenha me agradado logo de cara, por ter uma leitura mais arrastada e as pistas serem muito desencaixadas, para mim no caso, o final super valeu a pena. E daí quando eu li isso fiquei lembrando das pistas que foram dadas e eu não percebi. Outro ponto que pode fazer a leitura ser mais devagar é que ele não tem muitos diálogos, são mais as indagações da Karen sobre o andamento da investigação. Acabou que eu dei 3.5 estrelas por causa da falta de fluidez e também porque tem pontos que não foram explicados nesse livro, não sobre o assassinato, mas sobre a Karen e o que vai acontecer com ela. Então é um livro que pede uma continuação, que tem. Pistas Submersas faz parte de uma trilogia e não tenho informações se a Faro vai lançar os outros dois.


Teria ela tornado tão miserável a vida de alguém a ponto de fazer essa pessoa perder o controle? Ou será que ela sabia de algo que representava uma ameaça para alguém?


Pistas Submersas Doggerland # 1
Maria Adolfsson  
Faro Editorial: Instagram/Facebook 

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