4.11.20

Chemical Hearts (filme)

Chemical Hearts || Disponível no Prime Vídeo 


Imagem: Divulgação


Quando foi anunciado que o livro A química que há entre nós, inclusive tem resenha aqui no site, seria adaptado eu não fiquei tão animada assim. Nem quando saiu o trailer eu me empolguei, mas sabem como é, a gente está em casa e quer ver algo diferente e acaba vendo. E não é que o filme me surpreendeu positivamente! O engraçado é que quando fiz a pesquisa para fazer este texto, percebi que a maioria das pessoas não curtiu a adaptação e o que elas não gostaram foi o que eu gostei. Então mais uma vez fica o aprendizado, a experiência é individual e independente da opinião que se lê por aí, você só vai ter certeza de gostar de uma coisa ou não quando consumir. Mas vamos a crítica.


Chemical Hearts é sobre esse momento magico e incrível, só que não, chamado adolescência. Aonde tudo tem uma proporção tão grande que parece que a gente vai morrer e reviver todos os dias. Só que enquanto alguns de nós só enfrentam problemas sérios quando estão mais velhos, outros enfrentam ainda na formação de sua personalidade. Henry Page (Austin Abrams) é um garoto comum, que ainda não experimentou uma paixão. Quando Grace Town (Lili Reinhart) chega na cidade e participa do jornal da escola junta com ele, sua curiosidade é aguçada. Grace anda com umas roupas largadas, não se arruma ou se mistura com os outros, e tem uma deficiência na perna. 


Imagem: Divulgação


Os dois se aproximam por causa do jornal, mas começam a conversar sobre outros assuntos e descobrem afinidades. Mas Grace está relutante em se abrir e se deixar conhecer, depois descobrimos o que aconteceu com ela e o motivo dela ser uma menina fechada e tão triste. O fato é que Henry e Grace se envolvem, mas estão em momentos diferentes de suas vidas, de expectativas. O Henry quer viver seu primeiro amor e descobrir como é se apaixonar verdadeiramente e Grace está tentando curar suas feridas físicas, no caso a perna, e emocionais. Tanto o livro quanto o filme falam de relacionamentos que não duram e que tudo bem isso acontecer. Uma pessoa não precisa ficar na sua vida para fazer diferença ou te marcar de alguma forma, basta que ela esteja com você de forma verdadeira. O fato de acabar não necessariamente é ruim. Não deu certo, tudo bem, é a vida.


Eu acredito que as pessoas que fizeram a critica desse filme e se prenderam ao nome química esperavam que os dois personagens, e atores, vivessem uma paixão arrebatadora. Mas no livro não é assim e no filme também não. É para isso que a paixão é explicada de forma cientifica, para dizer que é uma reação normal do corpo. Na minha visão a autora refletiu exatamente sobre isso, sobre o fato da gente sempre esperar o intenso, o grande, o avassalador, e às vezes não acontecer e novamente, isso não é uma coisa ruim. As pessoas são diferentes e as paixões são diferentes. Ela deu um olhar mais adulto para uma relação entre adolescentes, e isso para mim não é um problema. Não achei que os atores Austin Abrams e Lili Reinhart não possuem química, é que seus personagens buscam coisas diferentes e sentem coisas diferentes. Grance está ligada aos seu passado enquanto Henry quer um futuro com ela. Não era para ser, simples assim.


Imagem: Divulgação


Os dois pontos que mais me agradaram nesse filme foram as cores e a trilha sonora. A paleta de cores do longa é em tons de azul quando mostra o Henry e em tons terrosos quando mostra a Grace. A atmosfera da estória é melancólica, triste e me comoveu. Sabe quando você fica triste vendo alguma coisa e não sabe muito bem o porquê? Combinação das cores e da música. A trilha sonora tem aquela pegada antiga, alias a fotografia lembra filme antigo. Gostei muito, inclusive estou escrevendo escutando a música Take Care, que adorei e estou escutando outras músicas da banda Beach House. Uma cena que ficou bem legal, que faz referência a capa do livro e tem na estória, foi a dos peixes. Um local que a Grace se esconde e que tem um papel de libertação mais para o fim do longa.


Apesar de ter sido detonado por muita gente, eu gostei bastante de Chemical Hearts. Ele faz uma reflexão diferente sobre relacionamentos, que não tem problema eles não durarem, trabalha a diversidade e dos últimos que assisti sobre adolescentes foi o que mais gostei. Não sei se é porque conversou comigo enquanto adulta, mas recomendo ver e ler o livro também. Enquanto adaptação ficou ótimo e enquanto filme também, quem não leu não vai ter problemas em entender. O filme tem 1h30 de duração e direção e roteiro de Richard Tanne. A atriz Lili Reinhart é uma das produtoras e ela disse em uma entrevista, que o que mais a atraiu para esse projeto foi ele mostrar o amor de forma tão realista, nada romântico. E é isso.


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