20.7.20

O Chalé

O Chalé | Estreia dia 22 de julho nas plataformas digitais
Crítica por Bárbara Ellen

Imagem cedida pela Sony

O Chalé conta a história de dois irmãos, Aidan (interpretado por Jaedan Martell – It) e Mia (interpretada por Lia Mchugh – Into the dark) que estão enfrentando a separação dos pais Richard (interpretado por Richard Armitage – O Hobbit) e Laura (interpretada por Alicia Silverstone – Clueless). Após a uma morte trágica da mãe, os irmãos passam a viver com o pai e, tentando fazer com que seus filhos se deem bem com sua nova namorada, Grace (interpretada por Riley Keough – Mad Max), Richard propõe a todos fazerem uma viagem na época do natal para que se conheçam melhor.

Ainda ressentidos com a morte da mãe, os filhos recusam qualquer contato com Grace e passam a investigar online sobre o passado da nova namorada de seu pai. No ato, descobrem que Grace foi a única sobrevivente de uma espécie de culto quando era criança e ficam apavorados com a ideia de viajar com ela. Para fazer com que seu pai desistisse da viagem, Aidan a chama de psicótica e diz que não quer passar o natal com ela. Richard considera a decisão indiscutível e todos partem rumo a um chalé em uma cidade afastada para passarem o natal na neve e sem contato com outras pessoas.

Imagem cedida pela Sony 

Ao chegarem no chalé, o pai precisa voltar para a cidade para trabalhar enquanto deixa os garotos com Grace até a data do natal que é quando ele voltaria. Tudo corre conforme o esperado. Ela tenta se aproximar das crianças sempre dando espaço para que se sintam acolhidas e amadas até que um dia, após uma noite de filmes na cabana com as crianças, ela adormece no sofá e começa a ter sonhos estranhos envolvendo mortes e um pouco de sua vida passada. Ao acordar, encontra a casa sem luz e sem água. A comida da casa sumiu e todas as suas coisas também. Por conta dos problemas que acontecera em sua infância, Grace toma remédios controlados e até eles sumiram.

Sem comida, água e até mesmo sem as roupas de frio apropriadas, nem ela e nem as crianças podem sair para comprar mais comida por conta da nevasca que se instaurara no lugar. E é nesse clima de solidão que as coisas começam a complicar quando coisas estranham acontecem como os calendários do relógio mudarem sozinhos, as crianças começarem a dizer que tiveram pesadelos e agirem estranhamente. Sem os remédios ela começa a se perguntar se o que acontece é real ou imaginário e é nesse clima que o filme permanece até quase seu final em que o telespectador também não consegue mais dizer se o que ocorre no filme é culpa da Grace, das crianças, de algum espírito maligno ou se são delírios de uma psicopata.

Imagem cedida pela Sony 

Confesso que esse filme me surpreendeu positivamente. Ao ler a sinopse pensamos logo que se trata de um clichê dos grandes em que a madrasta sozinha é malvada e que as crianças vão sofrer na mão dela mas esse filme é um grande exemplo de que nem sempre as coisas são apenas o que se vê. Pontos fracos: poderiam explicar mais sobre o passado da namorada do pai e o modo como fizeram o filme parece que há apenas um lado da história.

Pontos fortes: Além de ter cenas incrivelmente bem-feitas na neve e outras que envolvem algum tipo de violência sem censura. Outro ponto importante é que a partir de um determinado momento, o filme consegue prender a atenção fazendo com que você queira saber mais sobre o que está de fato acontecendo. O filme estreia dia 22 de Julho.

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