31.7.20

Macabro

Macabro | Está sendo exibido em sessões drive-in
Crítica por Bárbara Ellen

Imagem cedida pela Pandora Filmes

Após um acidente envolvendo policiais e uma vítima inocente no Rio de Janeiro, o sargento Teo é enviado em uma missão na sua cidade Natal para fugir da imprensa enquanto espera julgamento. Na cidade de Nova Friburgo vários assassinatos estão acontecendo com vítimas majoritariamente mulheres e por ter crescido na cidade, o sargento acaba sendo a melhor opção de investigação do local. Ao chegar na cidade, o sargento logo percebe que os dois irmãos, denominado de “necrófilos” por sua imprensa local, já estão condenados antes mesmo de uma investigação completa. Percebe que toda a cidade, a imprensa e até mesmo a polícia local já estavam certas de que os dois eram os únicos culpados por todas as mortes e torturas que vinham acontecendo. Ao começar a investigar Teo percebe que para entender a mente dos assassinos precisava entender o que os motivou a cometer tais crimes e se eram mesmo dois assassinos visto que em um depoimento de uma das sobreviventes, ela menciona que apenas um dos irmãos a atacou.

A trama segue investigando os moradores locais ao mesmo tempo que mostra a vida antiga do sargento com sua família local e logo percebemos que há muito mais por trás da história que os moradores contam. Todos alegam que os garotos haviam sido abusados pelo pai quando criança e que tudo isso era obra da presença maligna do diabo em seus corpos mas o que Teo percebe é que, todos na cidade exibem traços racistas, visto que ninguém os havia ajudado em toda sua vida e se achavam no direito de tratá-los como menos do que um ser humano. O filme chega no ápice quando percebem que até os religiosos do local estão de certa forma envolvidos com os acontecimentos.

Imagem cedida pela Pandora Filmes

Com direção de Macos Prado (O mecanismo) e com participação de Renato Góes como o sargento Teo, Amanda Grimaldi como Dora e Flávio Bauraqui como Tião, o filme que foi baseado em histórias policiais e em um caso real, se passa na década de 1990 e retrata muito bem como a nossa sociedade se comporta com as diferenças e como a violência policial muitas vezes é mascarada para encobrir crimes que não deveriam ter acontecido. Os irmãos Inácio e Matias são personagens que deram vida aos irmãos da vida real Ibrahim e Henrique de Oliveira que, foram investigados e condenados, de certa forma, pelos assassinados que aterrorizaram a cidade de Nova Friburgo.

Confesso que gostei muito dessa produção que é nacional e que merece um lugar entre os filmes policiais que realmente fazem a diferença no cinema. Se tiverem a oportunidade e se gostarem de filmes policiais esse, com certeza, é para você.

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