13.7.20

As primeiras férias, não se esquece jamais!

As primeiras férias, não se esquece jamais! || Disponível nas plataformas digitais
Crítica por Marcelino Nóbrega

Imagem cedida pela A2 Filmes

Uma das grandes comédias românticas americanas de todos os tempos é Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night) de Frank Capra. Filmado na era de ouro de Hollywood, em 1934, seguia as aventuras e discórdias de um casal formado por Clark Gable e Claudette Colbert em uma viagem maluca pelo interior dos Estados Unidos. O casal carismático começa brigando e no final se apaixona; os personagens têm personalidade forte, as brigas são divertidíssimas e o clímax é exatamente quando eles percebem que se amam. O expectador torce pelo beijo final do casal! Este roteiro de “filme de estrada mais descoberta do amor” virou uma fórmula consagrada e foi repetida a exaustão em centenas de filmes.

Com essa estória de ouro na cabeça, fui assistir o filme francês “As Primeiras Férias, Não Se Esquece Jamais!” do diretor Patrick Cassir. Realizado em 2019, essa comédia romântica é o primeiro filme do diretor. O longa-metragem segue um casal improvável que, entre tapas e beijos, viaja de férias pela Bulgária. O par é formado por Marion (Camille Chamoux), uma cartunista impulsiva e descolada, e por Ben (Jonathan Cohen), um contador certinho e neurótico. Eles se conhecem pelo Tinder, transam loucamente e resolvem apostar numa aventura, uma viagem de férias juntos para um destino em comum, a Bulgária. Isto vai dar certo?

Imagem cedida pela A2 Filmes

Claro que não! Brigam muito, sofrem muitas desventuras e a viagem vira um pesadelo: problemas com hospedagem do Airbnb, com companheiros malucos de viagem, com resorts maravilhosos repletos de hóspedes e funcionários complicados. Seguem a fórmula consagrada do roteiro de Aconteceu Naquela Noite?

Certamente que não! Subvertem-na completamente. O casal é antipático e sem carisma, os coadjuvantes encontrados na viagem e em Paris são desagradáveis e o roteiro é preconceituoso demais com a Bulgária, chegando a ser antipática a maneira como apresenta os nativos desse país. A junção desses fatores torna o filme complicado de se assistir, ele não encanta, e isto é uma das cláusulas essenciais numa comédia romântica. Independente desses percalços, para saber se vai existir um final feliz ou não, só assistindo o filme.

Fotografia, atuações, montagem, cenografia são medianos. O roteiro é sofrível. Nota: 3/10.

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