28.7.20

A Última Nota

A Última Nota || Estreia dia 31 de julho nas plataformas digitais
Crítica por Helen Nice


"Sem música, a vida seria um erro." Nietzsche

Estreia nesta sexta (31) nas plataformas VoD a produção canadense "Coda", que aqui recebeu como título "A Última Nota". Importante saber que "coda", traduzindo do italiano, quer dizer "cauda" e na linguagem musical representa a "sessão que se termina uma música". Metaforicamente falando, indicaria o término de uma carreira ou de uma vida. "A Coda significa mais do que um símbolo na partitura musical. A Coda é para não esquecer dos erros que cometemos e somente voltando ao ponto poderemos seguir em frente!" - (Desconhecido).

Com roteiro de Louis Godbout, dirigido por Claude Lalonde, "A Última Nota" conta a história de Henry Cole (Patrick Stewart), um aclamado pianista clássico, dotado de um virtuosismo invejável, com uma carreira reconhecida internacionalmente e técnica perfeita adquirida através de muito estudo e dedicação. Sua infância foi marcada por trauma e abandono, o que fez dele um homem meticuloso e detalhista. Para Henry, ser músico é a procura por aprovação e reconhecimento. É ter que superar algo e enfrentar os desafios da vida constantemente. Ser considerado único para um pianista pode ser a causa de muitos problemas.


Entretanto, sua carreira foi brutalmente interrompida pela morte trágica de sua companheira e amor da vida. O choque causou um impacto psicológico tão grande que Henry desenvolveu Síndrome do Pânico e o afastou dos palcos e da vida social completamente. A história começa com a sua tentativa de superar os medos e tocar novamente para uma grande plateia. Henry conta com a assistência de seu agente e amigo Paul (Giancarlo Esposito), que além de organizar sua agenda de apresentações também lhe dá o apoio necessário nos momentos mais críticos. Porém o retorno não está sendo fácil. As crises de pânico se repetem.

Entra em cena uma antiga aluna, hoje jornalista e crítica musical do The New Yorker, Helen Morrinson (Katie Holmes) que se propõe a escrever uma história sobre a vida de Henry e, após muito insistir, ganha sua amizade. Um sentimento cresce entre eles e isto faz com que Henry adquira confiança em si próprio, tendo Helen como sua tábua de salvação. Mas o destino é cruel e de novo Henry terá que enfrentar seus medos e incertezas.


Henry se refugia em um vilarejo nos Alpes Suíços chamado Sils-Maria onde fica localizada a Nietzsche Hauss, onde o filósofo alemão viveu seus últimos verões. O pianista faz uma viagem interior e confronta seus fantasmas e angústias. Pouco à pouco vai percebendo como sua carreira marcou diferentes pessoas de idades distintas, desde um garoto que "quer ser como ele" até um simples funcionário de hotel que ouve sua música nos momentos de solidão. Este é o ponto de virada que o faz tentar novamente prolongar sua vida nos palcos por mais algumas notas, ao menos. Ele conclui que, ficar velho faz com que o coração e a mente se alinhem de tal forma que a preocupação com o futuro não mais exista.

O filme é entremeado por lindas apresentações de obras de Bach, Beethoven e outros. A trilha sonora é maravilhosa e encantará os amantes da boa música. O pianista ucraniano Serhiy Salov, que também aparece no filme, é quem executa os números musicais. Apresentado no Festival Internacional de Cinema da Índia em 2019, o filme teve uma boa receptividade pelo público e crítica, recebendo comentários favoráveis. Fica aqui nossa dica para o fim de semana!! :)

*As imagens deste post foram cedidas pela Synapse.

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