17.7.20

A Rosa do Inverno || Patricia Cabot


Hoje trago aqui para o blog a resenha de uma releitura: A Rosa do Inverno. Eu já tinha lido este livro pelo menos umas cinco vezes, mas com essa nova tradução e revisão, senti vontade de embarcar novamente na história criada pela Patricia Cabot, que é uma autora que amo de paixão, e tive a oportunidade através do e-book cedido pela editora.

O livro trata-se de um romance de época, narrado em terceira pessoa, que se dá início quando Edward Rawlings decide que, após a morte do pai, não deseja herdar o título de duque e insiste na procura do sobrinho de seu falecido irmão para que este assuma seu posto. As notícias não são promissoras e, embora tenham encontrado o garoto, sua tia não permite que ele vá para Yorkshire de forma que Edward toma a atitude de ir buscá-lo ele próprio para trazê-lo ao solar. O que Rawlings não esperava era que, em vez da tia solteirona e velha que pensou que encontraria, na verdade depara-se com uma jovem com fortes opiniões.

Pegeen MacDougal não está disposta a entregar fácil assim seu querido Jeremy ao tio, quando jamais recebeu auxilio da família Rawlings após a morte dos pais do garoto, tendo de criar o menino, sozinha. No entanto, a perspectiva de que o sobrinho terá melhores oportunidades estando num ambiente que lhe proporcione isso, faz com que a jovem repense e a condição imposta é que ela seja levada junto para cuidar que seu sobrinho não se torne um garoto mimado e com valores fúteis, pois é assim que ela enxerga a aristocracia inglesa. A outra condição é que Edward mantenha seu charme sedutor afastado dela, mas a tentação é grande para ambos e, durante a convivência, o que sentem um pelo outro vai crescendo até que seja impossível de resistir.

Edward e Pegeen é aquele tipo de casal cão e gato, que briga muito e ao mesmo tempo tem uma grande química. Edward é um nato sedutor e Pegeen é o tipo de mocinha convicta de suas ideias, que não se deixa deslumbrar por riquezas ou coisas relacionadas. Os dois têm uma atração palpável que atravessa as páginas do livro e você sente toda a tensão entre eles. Eu me lembro de ter amado muito o livro todas as vezes que li e não foi diferente agora, mas tive algumas ressalvas durante a leitura. É incrível como a idade e as vivências conseguem nos fazer ter uma nova perspectiva de algo que já lemos tantas vezes.

Sempre achei a Pegeen maravilhosa por ser tão crítica quanto a sociedade e ainda acho muito bacana como ela aponta os excessos da aristocracia, bate na tecla sobre o que essas pessoas que gastam com coisas tão fúteis estão fazendo pelos que têm menos, porém também notei que há um certo ar de superioridade moral na personagem, como se ela fosse melhor do que qualquer uma daquelas pessoas e o fato de ela passar mais da metade do livro condenando o jeito de viver do Edward, criando rusgas com ele com ou sem motivo, e toda hora jogando a riqueza na cara dele como um defeito mortal, foi meio cansativo e me incomodou de um jeito que não tinha me incomodado antes.

Apesar desse fator, a escrita da Meg continua uma delícia e os detalhes caprichados. O livro carrega sensualidade e algum mistério, embora não seja difícil de a gente desvendar, ainda assim prende. A Rosa do Inverno é um livro pelo qual eu tenho um carinho que não vai se apagar, e sempre que puder irei recomendar, porque vale muito a pena. Agradeço a Denise e a Essência pela oportunidade de poder estar de novo com Edward e Pegeen no solar mais lindo de Yorkshire.

A Rosa do Inverno
Patricia Cabot
Editora Essência: Instagram

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