26.6.20

Pequenos Monstros

Pequenos Monstros || Disponível no Telecine
Crítica por Marcelino Nóbrega


Quer fazer algo divertido no final de semana? Zapeie na seção de lançamentos da plataforma do Telecine na internet. Esqueça críticas, padrões de qualidade, critérios estéticos e escolha por intuição. Ás vezes pode resultar em uma escolha terrível (fazer o quê, né, abandona-se o filme pela metade); ás vezes sai uma surpresa deliciosa. E quando esse lançar de dados teve consequência em Pequenos Monstros, você acabou de ganhar 94 minutos divertidos. Nessa época de pandemia, isso é importante! 

Produção de 2019 do diretor Abe Forsythe, esse filme australiano e norte-americano tem no seu elenco uma atriz do primeiro time: Lupita Nyong’o, oscarizada que trabalhou em grandes filmes recentes, como 12 Anos de Escravidão (2013); Pantera Negra (2018) e Nós (2019). Junto com Alexander England, Josh Gad, uma turma de crianças e uma horda de zumbis, o diretor põe a ganhadora de Oscar para cantar Taylor Swift e tocar ukulele, fugir de zumbis e cuidar de um bando de crianças de jardim de infância. 

É uma comédia de terror. O roteiro é simples, mas divertido e fofo! Primeiro apresenta o personagem Dave de Alexander England, um fracassado imaturo que briga com a namorada e vai morar com a irmã que tem um filho encantador, o Felix, interpretado pelo ator mirim Diesel La Torraca. Um dia, Dave leva Felix à escola e se encanta com a professora do jardim de infância Srta. Caroline, vivida pela brilhante atriz Lupita Nyong’o. Nessa paixonite, o recém desiludido amoroso acaba se voluntariando para, junto com a professora, levar as crianças numa excursão de ônibus a um parque que tem fazendinha, campo de golfe e fica próximo a uma base militar. Aí começa a diversão, quando chegam lá, encontram o astro infantil mais adorado pela pirralhada, o desagradável McGiggle interpretado pelo ator Josh Gad, um bando de turistas e uma epidemia zumbi. 


O filme diverte bastante. Lamentável que a decisão do roteiro de mesclar a fofura das crianças e das canções de Taylor Swift, cantadas por Lupita e seu ukulele, com um humor negro, baseado em mortes, decapitações, muitos palavrões e situações sexuais, tenha tornado o filme dúbio com relação a sua proposta: tornar-se um filme cult ou um filme sessão da tarde. Uma decisão mais firme quanto ao que se queria como resultado final teria tornado o filme bem melhor. A classificação de 16 anos deve-se à violência e às menções ao sexo; as meiguices da professora com as crianças são bem doces, classificação livre, e a estória de redenção no final feliz é clichê puro, essa mescla é que não casa bem. Mas a estrela Lupita Nyong’o brilha! Que atriz! As crianças são divertidas e os zumbis lentos não provocam medo nenhum. A turma do Walking Dead mataria todos em 10 minutos! rsrsrsrs É um filme para se dar risadas e não para entrar na lista de melhores do ano: divirtam-se! 

Quanto a fotografia, cenografia, não há nada excepcional. O filme é prazeroso pelo desenrolar da estória. Juntar uma boa atriz, fora de seus papéis habituais, com crianças fofas, zumbis bobões, num cenário australiano emoldurado pelo pop da Taylor Swift, até ressuscitando a banda de irmãos Hamson, com beijo e redenção no final, fizeram essa hora e meia de cinema online passar de uma maneira bem agradável. 

Nota: 6,5/10.

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