21.6.20

No limite do perigo

No limite do perigo || Disponível nas plataformas digitais
Crítica por Helen Nice


Nossa sugestão de hoje é um thriller russo para quem procura algo diferente. No limite do perigo (Bolevoy Porog) vem para mostrar que as produções russas estão tentando ganhar espaço nas telas. O roteiro de Andrey Simonov não tem nada de novo e lembra algo já visto, mas a ideia é bastante atraente e chamou minha atenção, a princípio. Dirigido pelo próprio Andrey, a trama se passa, na maior parte do tempo, em meio à natureza, às margens de um rio com grandes corredeiras, o que favorece a fotografia. Para mim, a melhor parte do filme são as belas imagens e cenas aéreas. 

Quatro jovens, Sergey (Kirill Komarov), Lena (Arina Postnikova), Kirill (Roman Kurtsyn) e Tanya (Natalya Skomorokhova), que já mostravam que amavam viver perigosamente nas primeiras cenas do filme, que são inconsequentes e imaturos, tirando racha com a polícia e não assumindo as consequências. Como forma de punição, ou algo assim, são mandados para fora de Moscou por um período. Decidem ir para Altai, região sul da Rússia, fronteira com Mongólia, China e Cazaquistão, lugar de significativo valor turístico local. 

Os planos são acampar nas montanhas e fazer rafting em um dos belos rios da região. Neste sentido o filme vende muito bem os atrativos turísticos e belas paisagens russas. Mas chegando lá, nem tudo são flores e eles ficam isolados de qualquer contato com a civilização. Sinal de celular: zero!! Enquanto isso em um local próximo, criminosos liderados por Vladmir (Oleg Fomin) colocam em prática um plano para libertar um comparsa. Em fuga, encontram os jovens aventureiros e os fazem reféns. A partir daí situações bizarras acontecem. 

O filme tem uma trama que poderia ter sido bem explorada, mas ficou tudo muito superficial e sem sentido. Os diálogos também são fracos e as histórias que surgem paralelamente ao incidente no rio e sequestro são irrelevantes. Este filme não prendeu minha atenção. Minhas expectativas se frustraram, infelizmente. Porém, é sempre interessante sair do eixo EUA - Europa e conhecer algo novo. Vale a experiência!!

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