3.6.20

Amor à segunda vista

Amor à segunda vista || Em exibição no Festival Varilux
Crítica por Helen Nice


Junho ❤️ Mês dos Namorados! Então vamos de comédia romântica para deixar o clima mais leve. Mon Inconnue (minha desconhecida) que em português ganhou o título de "Amor à segunda vista", do diretor Hugo Gélin com roteiro de Igor Gotesman, foi uma agradável surpresa. Segue um pouco a fórmula de "Efeito borboleta" misturado com "Como se fosse a primeira vez", porém mais leve e sutil. 
É como se fosse uma mesma história de vida contada em duas versões. Já pensou o que teria acontecido se você não tivesse conhecido aquele seu grande amor? Como teria sido as vidas de vocês dois? É de se pensar, né? 

Este filme é engraçado, comovente, emocionante na medida certa. Faz reconhecer como o dia a dia nos afasta do amor verdadeiro e acabamos esquecendo os pequenos detalhes pelos quais nos apaixonamos um dia. Como deixamos de valorizar os talentos do ser amado quando a rotina se instala na vida do casal. No papel principal temos o lindo François Civil como Raphaël, com trema no "e"! Desde muito jovem, Raphaël é apaixonado por ficção e está escrevendo um livro cheio de aventura e romance. Seu caderno de anotações é a coisa mais valiosa que ele possui. 


Um dia, conhece Olivia, a bela atriz Joséphine Japy, que sonha em ser uma pianista de sucesso e tocar para grandes plateias. Foi amor à primeira vista. Aquela paixão de colegial. Os dois não se largam, crescem juntos e, como consequência natural, se casam. O pedido é consumado com o anel da avó de Olivia. O tempo passa, Raphaël se transforma em um autor de renome e tem sua vida voltada somente para os compromissos públicos. Enquanto isso, Olivia passa a dar aulas de piano e abre mão de seus sonhos. Uma noite, Raphaël está escrevendo o capítulo final de sua saga quando, sob uma nevasca repentina, algo peculiar acontece. Uma falha tempo/espaço leva ambos para um universo paralelo onde nada é o que parece ser. Raphaël e Olivia nunca se conheceram e suas vidas seguiram caminhos diferentes. 

A fotografia bem trabalhada nos carrega neste ir e vir no tempo. Luzes e sombras tornam tudo surreal. A possibilidade de viajar no tempo e reencontrar o amor negligenciado é fantástico. Pequenos detalhes que já não eram notados, como um prato decorado com carinho, farão todo sentido. O filme é rico em detalhes e com um humor discreto nos faz refletir. A rotina sempre existirá, porém cabe a nós ver a novidade nos detalhes já conhecidos. A trilha sonora, com direito a um concerto de piano comovente, é incrível. 

Qual a canção favorita do seu amor? Você saberia responder? Foi loucura e sonho ou a viagem aconteceu realmente? Uma tatuagem marca a pele e mostra que o que foi importante em uma época pode perder o sentido mais adiante. O amor verdadeiro supera tempo/espaço e ressurge das profundezas da alma. Com uma essência tipicamente francesa, essa comédia romântica vai divertir na certa!

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