2.3.20

Invisível || Tarryn Fisher


Narrado em primeira pessoa, Invisível vai contar a história de como Margô se tornou uma espécie de justiceira. Nos primeiros capítulos acompanhamos a fase da adolescência crescente de Margô. A garota tem apenas uma amiga, é negligenciada pela mãe, e mora numa casa deteriorada que ela chama de “casa que devora”. Por causa de como a mãe leva a vida, Margô acaba ficando sem amigos e se torna uma pessoa solitária. Os anos seguintes até completar dezoito, a jovem passa apenas fazendo as mesmas coisas: comprando remédios para sua mãe, ficando sozinha em seu quarto enquanto ela recebe seus clientes e comendo pão de mel.

Quando Margô arranja um emprego e conhece Judah, um menino cadeirante muito especial, ele a faz enxergar a si mesma de forma diferente. Um dia, um grupo bate à porta de Margô e pergunta sobre uma garota desaparecida. Pelo fato de conhecê-la e a menina ser apenas uma garotinha, ela fica muito preocupada e quando ela e Judah procuram saber mais sobre o caso, eles descobrem algo que faz Margô mudar completamente. Ela se torna uma justiceira daqueles que não tiveram a chance de se defender.

Há uma casa em boné com uma janela quebrada, coberta por uma folha de jornal. O revestimento interno está caindo aos pedaços, sustentando um teto que parece carregar o fardo do mundo.

É difícil falar sobre Invisível. Não é segredo que Tarryn Fisher tem uma mente peculiar e que sempre que pegamos um livro seu iremos nos deparar com um estilo diferente e uma história às vezes bem maluca. Aqui não é diferente. A narrativa da Tarryn está cheia dos elementos que nos fazem ter uma ideia clara e simbólica da vida de Margô. Tudo é muito sujo, caindo aos pedaços e cinza tanto na atmosfera física quanto na interior. Vemos Margô numa vida miserável, sem amor e com uma perspectiva pouco promissora do seu futuro. Vemos as pessoas que a cercam nesse ambiente e a forma como a sede de justiça se apodera dela pela forma como é difícil encarar o quão as pessoas podem ser ruins e inconsequentes e muitas vezes nem se importarem com seus atos.

No final do livro Tarryn fala sobre sua inspiração para construir a personagem e como essa foi a forma de ela “se vingar” da situação. Infelizmente, o que ela descreveu são coisas que vemos muitas vezes quando ligamos a televisão e paramos para assistir ao noticiário. É interessante também o fato de que mesmo a Margô sendo uma espécie de desabafo pela justiça, a autora salientar que devemos procurar outros meios para justiça, e que devemos nos amar e não nos machucar e nem machucar os demais. O que posso dizer é: leiam Invisível e embarquem em uma história diferente e instigante.

Invisível
Tarryn Fisher
Faro Editorial: Facebook/Instagram

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