22.1.20

A Possessão de Mary

A Possessão de Mary || Estreia em 23 de janeiro de 2020 
Crítica: Lucas Pereira


Existem poucas coisas mais clássicas no cinema americano do que usar atores famosos como uma tática para popularizar algum filme novo. Se você vê um de seus atores favoritos, por que não ir assistir? Bem, nesse ponto, onde Emoji: O Filme e Gnomeu e Julieta existem, a maioria das pessoas já começou a perceber que alguns filmes simplesmente não valem a pena ver, não importa quem está envolvido. E A Possessão de Mary aposta tudo em fazer você ir assistir ao filme porque Gary Oldman é o protagonista.

Essa é uma das piores tentativas de um filme de terror. Não é suficientemente assustador, não é muito interessante, sofre de um caso gigantesco de protagonistas burros, e não usa a única coisa diferente que tem - a ideia de um barco assombrado - de um jeito satisfatório. Essencialmente, ele não tem razão nenhuma para existir. A ideia geral dele é interessante: a mãe de uma família é encontrada nos destroços de um barco no meio do oceano, o pai está desaparecido e a polícia quer saber o que exatamente está acontecendo. Sarah (Emily Mortimer) - a mãe - então começa a contar a história, falando que eles não vão acreditar.

Se pelo menos A Possessão de Mary fosse um pouco diferente do normal, dependendo mais do cenário pouco comum de barcos no meio do oceano, ele teria algum valor. Ao invés disso, o filme inteiro não tem uma cena que só poderia ser feita em um barco; pelo contrário, existem certos sustos ou pontos da história que fazem menos sentido ainda se elas estão sendo feitas em um lugar tão pequeno. Ao invés de inovar, o filme usa os mesmos clichês de casas abandonadas no meio da floresta e outros do estilo, deixando ainda mais claro o quanto os escritores e diretores não ligavam para o filme.

Postar um comentário

últimas resenhas e críticas

Acompanhe no Instagram

© Seja Cult. Design by FCD.