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O Farol

13.11.19

O Farol || Estreia em 2 de janeiro de 2020
Crítica: Helen Nice


Willen Dafoe está irreconhecível como Thomas Wake, um marinheiro rude, bruto e sofrido, que vive isolado em uma ilha que se resume a um rochedo com um farol precário no meio do oceano revolto. Um navio vem de tempos em tempos... quando as condições climáticas permitem. A sirene do navio ecoa fantasmagoricamente na mente do espectador. Ondas quebram nos rochedos criando um clima assustador. Gaivotas sobrevoam a ilha. Estamos em alguma época sombria no início do século XX. Imagine-se nesta situação (porque isto era real) e seu psicológico já não será o de um ser humano normal.

Ser só pode ser uma opção de vida, mas ser obrigado a viver isolado, ainda que por um período de tempo determinado ou alguns meses, à mercê das intempéries, já afetaria a mente de qualquer pessoa. Mas alguém teria que fazer este tipo de trabalho...manter o farol em perfeito funcionamento para guiar as embarcações e impedir acidentes. Seu ajudante anterior morreu sob condições suspeitas e não muito definidas. Wake contrata um novo ajudante para substituir o anterior. Chega à ilha o jovem Ephraim Winslow (Robert Pattinson), que a princípio parece não saber bem a situação que o aguarda. O acesso à torre do farol é vetado ao novato Winslow, que é obrigado a fazer todo serviço pesado e braçal. A torre se torna um lugar misterioso e ele fará de tudo para desvendar seus segredos, se tornando obcecado pelas luzes do pequeno cubículo.


Rodado em 35 mm e preto e branco, a película tem um ar noir da década de 1930 com um pé no moderno. Dois atores, um rochedo, um farol e várias referências à mitologia e crenças de mau agouro típicas das histórias de piratas. Longos diálogos bem escritos prendem nossa atenção causando tensão. Os dois atores dão um show de interpretação, magistralmente dirigidos pelo jovem Robert Eggers, com textos coescritos por Max Eggers. Segundo o próprio Eggers, em coletiva para a imprensa, ele já tinha em mente exatamente o que seria o filme e foi a escolha dos atores perfeitos que permitiu que O Farol se tornasse realidade.

Não se trata de um filme de terror, mas sim um horror psicológico criado em uma mente perturbada. Há momentos que fica a dúvida se o que está acontecendo é real ou apenas uma alucinação causada pela solidão e estresse. Os sons são aterrorizantes e envolventes. O excesso de álcool leva o pirata Wake às vias da loucura. Dafoe está perfeito no papel. Seu sotaque característico, trejeitos e olhares tornam o personagem real e convincente. Pattinson mais uma vez prova que amadureceu como ator e entrega um personagem consistente e bem trabalhado. O filme fez parte da Mostra Internacional de Cinema de SP e teve sua estreia adiada para início de 2020, com distribuição pela Vitrine Filmes. Aguarde!!

Um comentário:

  1. to super querendo assistir esse filme, gosto mt dos atores e desse estilo de filmagem mais vintage, deve ser um filme tenso, mas bem interessante

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