25.1.20

Niki Caro confirma que Mulan não terá músicas e nem Mushu

Em entrevista para o Digital Spy, a diretora de Mulan, Niki Caro, confirmou que sua adaptação da animação clássica não terá músicas e nem Mushu. A informação já circulava desde o ano passado e no trailer podemos ver que o personagem Mushu foi substituído por uma fênix.

Agora a diretora comentou o motivo das mudanças.


"Em se tratando de realismo, não pensamos em cantar quando estamos em guerra. Não que eu esteja dizendo algo contra a animação. As músicas são brilhantes, e se eu pudesse encaixá-las no filme teria feito isso. Mas honramos a música da animação de uma maneira muito significativa. Eu acho que isso é o máximo que pude fazer em se tratando de dar vida a um título icônico como Mulan, fazer parecer real. E é a verdadeira história de uma garota que está entrando em guerra."

Sobre deixar Mushu de fora ela disse: "O clássico animado se destaca por conta própria. No novo filme há um representante da criatura, uma representação espiritual dos antepassados, e mais particularmente do relacionamento de Mulan com o pai dela... Mas uma versão atualizada de Mushu? Não."

O elenco de Mulan inclui Yifei Liu como Mulan; Donnie Yen como comandante Tung; Jason Scott Lee como Böri Khan; Yoson An como Cheng Honghui; Gong Li como Xianniang e Jet Li como o Imperador. O filme é dirigido por Niki Caro e o roteiro é de Rick Jaffa, Amanda Silver, Elizabeth Martin e Lauren Hynek. Ele foi baseado no poema"The Ballad of Mulan".

Mulan estreia no dia 26 de março de 2020.

Fonte.

24.1.20

When calls the heart - 1ª temporada


A Netflix acabou me recomendando uma série chamada When calls the heart, que lendo a sinopse descobri ser uma adaptação literária, e por causa do cara gato na chamada resolvi ver. A série se passa no início do séc. XX e tem vários núcleos, sendo o principal o que envolve a personagem Elizabeth Thatcher (Erin Krakow). Elizabeth é uma jovem professora que deixa para trás a família rica e todo o conforto da cidade grande para lecionar no interior do Canadá. Pelo que eu contei vocês já tem uma ideia de que a aura da série é meio faroeste e envole caubóis, mocinhos e vilões. Logo que chega em Coal Valley, Elizabeth se desentende com o oficial da policia montada Jack Thornton (Daniel Lissing), que seria a versão canadense do xerife. Ele será seu par nessa primeira temporada.

O vilarejo de Coal Valley vive da mineração e foi acometida por um acidente recente, 46 mineiros morreram numa explosão. Várias mulheres ficaram viúvas e perderam seus filhos. Os outros núcleos da série vão envolver essas famílias, às vezes um por episódio. São estórias sobre a investigação do que aconteceu na mina, as mulheres tendo que se virar sem o dinheiro de seus maridos, a recuperação de uma cidade que vive em prol dos mineiros, a igreja pegou foto e paira a suspeita que tenha sido intencional. Então são várias estórias para prender a gente além do romance, que mesmo sendo o ponto principal, às vezes fica em segundo plano quando surge uma trama mais interessante.


Claro que eu me prendo pelo romance, mas a estória sobre os mineiros e a explosão também prende. Tem um episódio que um dos mineiros se machuca na explosão e passa um tempo no hospital. Quando ele volta está deficiente. O episódio então vai abordar o estresse pós-traumático que ele sofre ao voltar e como é para ele se adaptar em uma cidade que vive da mineração e trabalho fora isso quase não existe. Como a cidade vive em função da mina, a empresa que está por trás dela é dona de quase todos os estabelecimentos, incluindo a casa que os mineiros vivem. Quando eles morrem, as viúvas são despejadas. Dai vão ter alguns episódios que abordam essa questão, das mulheres serem dependentes financeiramente de seus maridos e no caso deles não estarem, elas não conseguirem se virar.

A série é mais focada na estória do que nos personagens; dá a impressão que ela está preocupada em entreter com conteúdo do que com cenas amorosas. O romance entre Elizabeth e Jack não vai ser sensual nem nada disso; é uma série bem tranquila de assistir com a família. Eu tenho adorado, porque ela me lembra os romances de banca da Harlequin, com as mocinhas determinadas e mudando o seu destino, sendo mais do que uma esposa. A Elizabeth é bem assim mesmo, uma moça sonhadora que foi para Coal Valley buscando fazer a diferença na vida de seus alunos e ela consegue. Em quase todos os episódios dessa primeira temporada a Elizabeth muda a vida de um aluno, sendo dando atenção a ele e seus problemas ou abrindo suas mentes com conhecimento.

22.1.20

A Possessão de Mary

A Possessão de Mary || Estreia em 23 de janeiro de 2020 
Crítica: Lucas Pereira


Existem poucas coisas mais clássicas no cinema americano do que usar atores famosos como uma tática para popularizar algum filme novo. Se você vê um de seus atores favoritos, por que não ir assistir? Bem, nesse ponto, onde Emoji: O Filme e Gnomeu e Julieta existem, a maioria das pessoas já começou a perceber que alguns filmes simplesmente não valem a pena ver, não importa quem está envolvido. E A Possessão de Mary aposta tudo em fazer você ir assistir ao filme porque Gary Oldman é o protagonista.

Essa é uma das piores tentativas de um filme de terror. Não é suficientemente assustador, não é muito interessante, sofre de um caso gigantesco de protagonistas burros, e não usa a única coisa diferente que tem - a ideia de um barco assombrado - de um jeito satisfatório. Essencialmente, ele não tem razão nenhuma para existir. A ideia geral dele é interessante: a mãe de uma família é encontrada nos destroços de um barco no meio do oceano, o pai está desaparecido e a polícia quer saber o que exatamente está acontecendo. Sarah (Emily Mortimer) - a mãe - então começa a contar a história, falando que eles não vão acreditar.

Se pelo menos A Possessão de Mary fosse um pouco diferente do normal, dependendo mais do cenário pouco comum de barcos no meio do oceano, ele teria algum valor. Ao invés disso, o filme inteiro não tem uma cena que só poderia ser feita em um barco; pelo contrário, existem certos sustos ou pontos da história que fazem menos sentido ainda se elas estão sendo feitas em um lugar tão pequeno. Ao invés de inovar, o filme usa os mesmos clichês de casas abandonadas no meio da floresta e outros do estilo, deixando ainda mais claro o quanto os escritores e diretores não ligavam para o filme.

Melissa McCarthy entra para o elenco de Nove Desconhecidos

Melissa McCarthy e Nicole Kidman vão estrelar nova adaptação televisiva de um livro de Liane Moriarty. O livro em questão se chama Nove Desconhecidos e foi lançado ano passado pela editora Intrínseca.


A trama se passa em um spa isolado do mundo chamado Tranquillum House. Frances Welty, escritora best-seller que chegou no local com uma dor nas costas e um fim de relacionamento, logo percebe algo estranho; os outros oito hospedes não estão lá realmente para desfrutar de um tempo isolado. A dona do spa, Marsha, é a que mais intriga Frances. Será que há algum motivo da desconfiança?

Nicole Kidman viverá Marsha, a dona do spa e resort, e McCarthy será Francis, escritora best-seller. O projeto é da Hulu.

20.1.20

Todas as suas imperfeições || Colleen Hoover


Colleen Hoover é sempre um alivio para mim quando as leituras não andam bem. Peguei esse livro para ler no fim de dezembro, assim que ele chegou como presente de amigo secreto entre os parceiros da Faro. Aqui a Colleen vai falar sobre um tema que vira e mexe ela coloca em seus livros: casamento. Quinn e Graham se conhecem no que eles classificam como o pior dia de suas vidas, que é quando descobrem que estão sendo traídos por seus companheiros. O noivo de Quinn está tendo um caso com a namorada de Graham. Ambos terminam tudo ali, naquele momento; e após isso saem para beber e se conhecer melhor. Na verdade, eles ficam bastante curiosos um com o outro. A atração entre os dois é instantânea, mas o que eles passaram não é fácil de superar logo de cara. Graham deixa seu telefone com Quinn esperando que ela ligue quando as feridas sararem, só que ela só faz isso depois de seis meses.

O reencontro acontece em um restaurante e eles estão acompanhado de outras pessoas. Eles deixam esses encontros de lado e ficam juntos, e logo depois começam um relacionamento. Quinn e Graham se casam e a estória começa mesmo depois de um bom tempo desse casamento. Os dois estão com problemas para engravidar, na verdade o problema é a Quinn já que Graham é saudável. A opção de adotar não é viável porque Graham tem uma passagem na polícia e isso impede os dois de serem pais aptos. O casamento começa a se desgastar quando as tentativas de fertilização não funcionam e isso passa a ser um peso para os dois, principalmente para a Quinn, que carrega o peso de ser uma mulher incompleta já que não é mãe. O relacionamento deles vai chegar num ponto crucial, que é a de saber se os dois juntos, sem filhos, vale a pena.

O coração do meu marido é minha salvação, mas seu toque se tornou um inimigo.


O livro é narrado em primeira pessoa pela Quinn e isso foi bom por um lado e ruim por outro. Saber o que ela sente, o peso das cobranças, fez com que eu me sentisse muito mais próxima a ela do que ao Graham. A questão da maternidade ainda é difícil para as mulheres. O fato de não ter um filho parece ser um atestado de fracasso e as pessoas cobram isso na cara dela. Por experiencia própria, isso realmente acontece na vida real. Podemos ter a impressão de que os tempos estão mudando e tal, mas algumas situações ainda são bem cruéis e esse é o caso. O que é retratado no livro não é absurdo. Todos cobram isso da Quinn, mas a pior cobrança é a que ela faz consigo mesma, esperando sempre que uma transa com o marido resulte em um teste de gravidez positivo. Ela perde o prazer de estar com ele porque isso não termina no modo que ela deseja e consequentemente, ela se sente menos mulher do que as outras.

A parte ruim é justamente o Graham não narrar, porque ele é tão importante quanto a Quinn nessa equação. Como é para ele estar num casamento que a mulher não gosta mais de fazer sexo? Tem aversão ao seu toque? Como ele se sente vendo a Quinn se afastando tanto dele? Na minha opinião, um livro narrado alternando entre os dois seria mais interessante. No final tem umas cartas dele, que dão uma noção pra gente de como ele se sente, só que para mim não é a mesma coisa. Além da Quinn narrar o livro, o tempo da estória alterna entre passado e presente. O presente é o casamento destruído e o passado conta como eles se conheceram e foram felizes. Isso equilibra um pouco a tristeza que é esse romance. Na parte do passado vem a alegria do começo de relacionamento, a empolgação da vida a dois, e no presente tem esse elefante branco que os dois não querem mexer por medo.

Sinto sua falta, Quinn. Demais. Você está aqui, só que não está. Não sei para onde foi ou quando partiu, mas não faço ideia de como trazer você de volta.

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