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Parasita

6.11.19

Parasita || Estreia em 7 de novembro de 2019
Crítica: Helen Nice


O que dizer deste filme que me deixou grudada na poltrona do cinema, tensa, vibrando com cada cena? Um dos melhores filmes que vi este ano, faz jus a ter recebido a Palma de Ouro no Festival de Cannes e ter sido escolhido o grande vencedor do Prêmio do Público na Mostra Internacional de São Paulo.

A família do Sr Ki-taek, mulher e dois filhos, vive em extrema pobreza em um porão imundo, sem as mínimas condições de ser chamado de lar. Fazendo pequenos bicos para sobreviver e roubando o sinal de wi-fi dos vizinhos, vão levando a vida como podem. Pobres, desempregados, porém unidos. Um dia o filho Ki-woo é indicado por um amigo de situação melhor, já que está indo para a Universidade, para dar aulas particulares para a filha da família Park. O rapaz vai à residência dos Park para a entrevista de emprego e se depara com um mundo totalmente diferente do seu. Aquela casa enorme, com jardins, amplas janelas, comida à vontade e empregados é uma afronta à sua realidade. As diferenças sociais são gritantes.


Ki-woo conhece a Sra Yeon-kyo, uma mulher jovem, bonita, porém sem propósito de vida. Sua filha ingênua e romântica logo chama a atenção do rapaz. O pai, provedor da família, vive a rotina de um executivo, sem tempo para a família. E o filho mais novo tem problemas de aprendizado e disciplina. A partir daí uma série de acontecimentos, gerados por mentiras e dissimulações, irão mudar drasticamente o destino destas duas famílias. Pai, mãe, filha e o próprio Ki-woo vão conhecer o lado rico da vida e isto não sairá barato. Não posso falar muito para não estragar a experiência surreal que o espectador terá. Quando a gente pensa que entendeu a trama, novas reviravoltas acontecem. Os fatos se sucedem em uma cadeia de eventos tensos, bizarros, bem humorados, trágicos. Todos engenhosamente bem trabalhados pelo diretor sul-coreano Bong Joon-ho, o mesmo de Okja.

Os desníveis sociais são mostrados em um thriller permeado de humor negro pungente, que vai entrando em nossas entranhas e nos levando à sensações indescritíveis. Essa família de parasitas sociais irá infestar sua mente e você vai sair do cinema impactado. Ou seriam os abastados os verdadeiros parasitas da sociedade? Como na Natureza, parasita e hospedeiro necessitam um do outro para sobreviver. O grande lance do filme é mostrar como a desigualdade social e as injustiças decorrentes desta relação vão se tornando feridas doloridas, guardadas no fundo da alma que podem explodir a qualquer instante.

Parasita faz rir e faz refletir. Situações tensas e alívios cômicos se sucedem de forma perfeita. Difícil definir e melhor que falar sobre este filme, é assisti-lo! Super recomendo. O indicado pela Coreia do Sul na disputa pelo Oscar é realmente imperdível.

Um comentário:

  1. vi o trailer desse filme esses dias e parece super interessante, mt legal ver essa indicação por aqui

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