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Projeto Gemini

10.10.19

Projeto Gemini || Estreia em 10 de outubro de 2019
Crítica: Lucas Pereira


Will Smith. Um dos atores mais conhecidos mundialmente em Hollywood. Ele têm alguns clássicos - Um Maluco no Pedaço, Homens de Preto - mas a questão é, por que ele ainda é tão famoso? Já tem um tempo que ele não lança um filme realmente bom; as suas atuações, em geral, são ruins; e ele é a definição de uma pessoa em Hollywood que, acima de tudo, só quer ser famoso. Mas ainda sim ele é um ícone da nossa geração, e é praticamente um magneto de dinheiro. Por isso, não é difícil imaginar que alguma pessoa iria ter a brilhante ideia de pensar: Se um Will Smith faz muito dinheiro, o que aconteceria se tivéssemos dois Will Smith?

Surge então Projeto Gemini, um filme focado na ideia de que existem dois do famoso ator - um velho para nos lembrar de uma carreira em geral ruim, e um novo para nos lembrar dos tempos que ele participou de produções realmente boas. E é preciso admitir, Projeto Gemini não é ruim. Ele é bizarro claro, mas é exatamente o quão bizarro precisa ser. Incrivelmente o maior problema dele não tem nada a ver com atuação ou enredo, e sim com a decisão muito duvidosa de gravar o filme inteiro em 120 FPS. Para os que não sabem, produções são normalmente gravadas em 24; existem algumas que foram filmadas em 48 FPS (O Hobbit) que dá uma sensação estranha, principalmente pela falta de costume.


Mas Projeto Gemini filmou tudo em 60 FPS, e isso faz com que a produção inteira pareça ser de plástico. Os movimentos são estranhos, as imagens ficam “perfeitas” demais e chegam até a dar enjoo por causa de todo o movimento nas cenas de ações. Apesar desta decisão estranha, o resto do filme é… OK. O CGI do Will Smith mais novo é muito bom, apesar de em algumas cenas ficarem extremamente aparente que não é real. A história e as cenas de ações são divertidas e servem o propósito do filme, por mais que no fim das contas sejam só inferiores à muitos dos filmes de ação atualmente.

Projeto Gemini é ótimo se você quer entrar e desligar o cérebro, nada mais. Ele fez algum impacto no cinema internacional pela decisão de ser filmado em 60 FPS, mas isso acabou atrapalhando bem mais do que ajudando. No fim das contas, ele ainda é o filme de sessão da tarde que você provavelmente nunca vai lembrar. Ee não tenta ser muito mais que isso, então até aí a produção foi um sucesso.

Um comentário:

  1. gosto bastante dos filmes do Will Smith, achei esse bem legal e fiquei curiosa pra assistir

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