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O Pintassilgo

10.10.19

O Pintassilgo || Estreia em 10 de outubro de 2019
Crítica: Karla Nayra


Após um atentado no Metropolitan Museum of Art em Nova York o menino Theo Decker (Oakes Fegley) perde sua mãe. Uma rica família de Upper East Side decide acolher o garoto até que seu pai aparece e a vida de Decker passa por sucessivas mudanças. O Pintassilgo, dirigido por John Crowley e escrito por Peter Straughan, é o desenvolvimento da vida de Decker desde sua infância até a vida adulta. A trajetória do garoto tem algo a nos dizer sobre perdas, abandono e o vazio familiar e afetivo que muitas vezes é preenchido por drogas. Ao longo do desenvolvimento do personagem principal, é possível observar a forte presença de drogas. Este é um elemento que acompanha o garoto em toda a sua trajetória.

Há vários temas sendo abordados no filme: relações familiares, as circunstâncias em que surgem alguns amigos, romance, o mistério de uma obra de arte. Talvez temas demais para serem contados em apenas um filme que acaba se tornando cansativo com suas quase três horas de duração. O Pintassilgo conta com um elenco heterogêneo em sua composição. Em parte temos atores experientes e que fazem um trabalho muito elaborados, preenchendo a cena com suas interpretações. Todavia, observamos atuações que em muitas vezes parecem forçar um sentimento. É preciso destacar a atuação de Nicole Kidman nos minutos iniciais do filme. Ela nos transmite tensão, dúvida e carinho pelo garoto sem precisar usar de recursos óbvios.


Por outro lado, temos o amigo ucraniano de Decker, Boris (Finn Wolfhard) que força um sotaque russo, tornando seu personagem mais uma caricatura do que a personificação de um estrangeiro. A questão é, porque não investir em um ator russo que fale inglês? Acho que compraríamos melhor o personagem. O roteiro parece não querer deixar de abordar nenhum tema que está presente no romance de Donna Tartt. Isso dificulta o trabalho da montagem que se alonga em muitos momentos que poderiam ter sido sumarizados de forma mais eficaz. A obra carece de algo básico em narrativas: início; meio; e fim. O público pode se perder em idas e vindas temporais presentes no filme.

Apesar de longo, lento e cansativo, O Pintassilgo não deixa de proporcionar um bom entretenimento. Todavia, é preciso estar disposto a entrar na história e passar quase três horas na sala de cinema para ter a experiência completa.

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