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O Enigma da Rosa

17.10.19

O Enigma da Rosa || Estreia em 17 de outubro de 2019
Crítica: Lucas Pereira


Tentando criar um estilo diferente de suspense, O Enigma da Rosa, de Josué Ramos, conta uma história que é, ao mesmo tempo, familiar e estranha. Enquanto filmes de suspense normalmente dependem de um protagonista para descobrir o mistério preparado pelo autor, esta produção conta a história de um vilão que tenta arrancar o segredo de uma família (tecnicamente) inocente. O filme conta a história de Júlia Francés (Elisabet Gelabert), Oliver Castro (Pedro Casablanc), Alex Castro (Zack Gómez) e Patricia Olmedo (Sara Castro), uma família como todas as outras, que ao mesmo tempo que aparenta se dar bem, também tem alguns problemas.

Tudo isso muda, porém, quando Júlia briga com a sua filha por ter notas ruins na escola, evento que por si só seria mais um problema se não fosse o fato de que no mesmo dia a garota acaba sumindo durante o caminho para a escola. Inicialmente eles imaginam que ela tenha fugido de casa por raiva da mãe, mas a noite do mesmo dia eles recebem uma carta, falando que alguém tem a filha deles, e que ele quer ir para a casa deles conversar. É durante a noite, quando essa estranha figura entra na casa deles, que é apresentado o “homem de preto” (Ramiro Blas), uma pessoa que diz ter raptado a filha.


Ele promete soltar ela se um deles falar um segredo: ele quer um segredo específico que fez mal a uma pessoa específica, e se até as 6 horas da manhã alguém falar ele, a filha vive. Caso contrário, um associado dele vai matar a filha e eles nunca mais vão ver ela. Rapidamente cada um dos protagonistas fala algum segredo pessoal, achando que talvez seja este segredo que ele quer ouvir, e o homem de preto sempre sugere que talvez eles mereçam alguma punição. A família, com receio de desobedecê-lo, acaba se auto punindo: cada vez que um segredo é contado, eles punem a si mesmos, e progressivamente os segredos e punições vão ficando piores.

É um meio interessante de se contar um suspense, mas O Enigma da Rosa acaba, talvez, exagerando um pouco, chegando algo próximo a um “torture porn”, onde a maior parte da graça do filme realmente cai nas punições em si. O homem de preto também tenta fazer sentido em sua filosofia, mas a revelação do segredo no final do filme faz com que a motivação dele não faça sentido nenhum. Mas o enredo ainda é um interessante mistério, que apesar de ter algumas falhas, ainda tem a vantagem de ter este segredo principal que prende a atenção dos espectadores. E se ele vale realmente a pena, bem, é discutível, mas o processo de descobri-lo é, como é comum para suspenses, muito divertido.

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