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Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (Crítica 2)

31.10.19

Exterminador do Futuro: Destino Sombrio || Estreia em 31 de outubro de 2019
Crítica: Lucas Pereira


Existem poucas séries de filmes tão clássicas quanto Exterminador do Futuro. Ele foi responsável pela solidificação de um dos atores mais reconhecidos da história, Arnold Schwarzenegger; foi o primeiro hit do diretor James Cameron, que iria acabar fazendo Aliens, Titanic e Avatar; e em geral teve um impacto gigantesco em toda forma de arte e cultura, entre as influências visuais, de enredo e as clássicas frases de efeito. O primeiro filme da série é um clássico; o segundo é provavelmente melhor, marcando ainda mais a série na história cultural do mundo. E, desde então, Exterminador do Futuro têm caído, com cada uma das suas próximas sequências piorando. O terceiro ainda é decente, apesar de não ter o mesmo charme dos antepassados, enquanto o quarto acaba piorando ainda mais; mas é em Genisys, de 2015, onde a situação fica realmente desesperadora, com uma história sem pé nem cabeça e uma atuação muito ruim (além da de Schwarzenegger, claro.)

Com a qualidade caindo em cada sequência, seria esperado que já teriam parado. Mas agora, em 2019, chega Destino Sombrio, uma sequência direta ao primeiro e segundo filme da série que promete voltar um pouco ás suas raízes, trazendo de volta não só Arnold mas também Linda Hamilton (Sarah Connor). Ao invés das complicações que os últimos Exterminadores tinham como história, Destino Sombrio volta ao clássico: Um robô foi mandado no passado para matar alguém; a resistência também manda alguém para proteger está pessoa. Simples, básico, e perfeito. Afinal, quem que vai ver Exterminador do Futuro para assistir algum tipo de história mirabolante e complicada sobre viagem no tempo?


A série é sobre personagens divertidos e ação pura, e é exatamente isso que Destino Sombrio faz. Ele tem um enredo simples; o filme foca todo seu tempo nos personagens e na ação, e em geral acaba acertando os dois. Arnold - reprisando T-800, o primeiro exterminador - é novamente a melhor parte, mas Linda Hamilton faz uma ótima Sarah Connor que viveu uma vida inteira caçando ciborgues e bebendo para esquecer as tragédias do passado. Além dos dois personagens antigos, nós também temos a adição de Grace (Mackenzie Davis), uma humana melhorada que está desesperada para completar sua missão de proteger Dani Ramos (Natalia Reyes). Cada um dos personagens adiciona algo ao filme, com visões diferentes e personalidades únicas.

Ainda não é da mesma qualidade que os primeiros Exterminadores, mas ainda assim, é bom ver que eles decidiram voltar ao que funciona. A parte da ação eles já sabem fazer, afinal foi a única coisa que se manteve bem durante todas as sequências; mas agora nós temos novamente personagens para se preocupar. Exterminador do Futuro: Destino Sombrio é um ótimo sinal para a série, sendo no mínimo melhor que o anterior. Eles tomaram a direção certa no foco, nas pessoas ao invés da história, criando um filme divertido e que vale a pena ver. Algo difícil de se dizer de alguns de seus antepassados.

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