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Vai que Cola 2: O Começo

9.9.19

Vai que Cola 2: O Começo || Estreia em 12 de setembro de 2019
Crítica: Karla Nayra


A trama revela o início da relação entre os personagens que compõe a série de comédia do canal Multishow. Mostra a chegada de Ferdinando (Marcus Majella) e Máicol (Emiliano D’Ávila) ao Rio, relembra como era a vida de Dona Jô quando ainda vivia em casa com a filha Jéssica (Samantha Schmütz) e traz a histórica relação entre Terezinha (Cacau Protásio) e Tiziu (Fábio Lago) quando ainda moravam no Morro do Cerol.

A narrativa opta por uma trama que mistura o suspense e a comédia, com foco evidente na comédia. Isso proporciona ao público algumas risadas, mas em muitos momentos é possível notar piadas de cunho preconceituoso como, por exemplo, Terezinha que em absolutamente todas as falas se comporta de forma histérica e tem a imagem da personagem gorda explorada de maneira jocosa. Outro problema são piadas homofóbicas que, nos dias de hoje com tanta discussão sobre a temática, já passou da hora do nosso cinema reavaliar suas comédias que colocam na mira a sexualidade alguém.


A direção é de César Rodrigues, experiente em produções de comédias formulaicas. O diretor acerta no ritmo ao executar o filme, mas o roteiro de Renato Fagundes, João Paulo Horta e Leandro Soares não traz nenhuma novidade. O que temos é basicamente é uma história regionalizada com uma estrutura simplista e sem nenhuma pretensão de levantar alguma temática relevante. Invés disso, acaba explorando estereótipos de forma preconceituosa na busca desesperada por risos. A personagem de Samantha Schmütz pouco encontra espaço para mostrar a que veio. Com o pouco que tem, ela aproveita e nos provoca a pensar sobre a figura da mulher diante dos relacionamentos contemporâneos. Fiorella Mattheis é lançada em tela para demonstrar sua beleza exuberante sem maiores explicações e acaba tendo uma passagem descartável no filme, o que é um desperdício.

A direção de arte investe em cores quentes transmitindo o calor familiar que a história transmite. A personagem da Dona Jô é aquela que faz com que os demais se unam em prol de um objetivo importante. A comédia transmite mensagens sobre senso de comunidade e apesar dos problemas apontados, oferece ao público um momento de diversão.

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