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O menino que fazia rir

26.9.19

O menino que fazia rir || Estreia em 26 de setembro de 2019
Crítica: Lucas Pereira


Baseado na infância de Hape Kerkeling, um famoso comediante alemão, O menino que fazia rir é uma interessante experiência da mente de uma criança. O filme acaba funcionando muito além da premissa de ser a infância de alguém famoso; assim como Rocket Man, O menino que fazia rir acaba funcionando como uma história própria, sem a necessidade da relação com a vida real para ser uma narrativa que vale a pena assistir. O menino que fazia rir conta a história de Hape (atuado por Julius Weckauf) quando ele tinha oito anos, logo após decidir que um dia ele queria ser famoso.

Rapidamente o filme estabelece a personalidade magnética de Hans: inicialmente com cenas de ele imitando os clientes da loja onde sua avó trabalha, mas principalmente quando ele torna uma situação onde todo mundo está rindo dele em uma onde os outros estão rindo com ele. O filme é praticamente dividido em duas partes. A primeira foca na formação dessa parte da personalidade dele: o quanto as avós faziam parte da vida dele, mostrando um pouco da vida de uma criança de uma família mais rica na Alemanha durante os anos 1970, e principalmente a relação dele com a sua mãe, Mutter Magret (Luise Heyer), a dona de casa que tem que lidar com as longas viagens de trabalho do marido Vater Heinz (Sonke Mohring).

Essa relação vira o foco do filme na segunda parte, onde Hape acaba tendo que ajudar a sua família a superar uma tragédia que acontece, e ao mesmo tempo ajudar a si mesmo. O menino que fazia rir torna-se então um filme que, apesar de ter sido feito para os fãs do famoso comediante, acaba valendo a pena mesmo para quem nunca ouviu falar de Hape Kerkeling, pela qualidade da história, da atuação e direção.

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