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Abigail e a Cidade Proibida

13.9.19

Abigail e a Cidade Proibida || Estreou em 12 de setembro de 2019
Crítica: Lucas Pereira


Apesar de ter sido visto incrivelmente mal pelos críticos, Os Guardiões, um filme russo de 2017, criou um interessante precedente. O filme é russo, mas ele têm uma sensação hollywoodiana; a história e a ideia geral do filme é praticamente um filme da Marvel, e apesar de realmente não ter sido bom, deixa a ideia que talvez é possível fazer uma produção desse tamanho sem o dinheiro da Disney ou outra empresa gigantesca de Hollywood. Afinal, o maior problema de Os Guardiões foi escrita e direção, não a produção.

Abigail e a Cidade Proibida é mais uma tentativa do cinema Russo de fazer um filme com esse estilo. Grandes efeitos especiais, uma história fortemente baseada em Jogos Vorazes e seus derivados, até mesmo com a protagonista forte que não precisa de ninguém. Porém, Abigail toma um passo a mais em seus problemas: O filme têm uma escrita e direção muito problemáticas, mas também têm alguns efeitos especiais que distraem muito, e principalmente têm uma das piores decisões que um filme “live-action” poderia tomar: Ele é todo dublado. O que aparenta ter acontecido é: Os atores de Abigail falaram as suas falas em inglês, mas alguém decidiu que o sotaque russo era muito ruim, e então decidiram dublar todos os personagens dos atores russos por dubladores americanos.


Sem falar sobre a história incrivelmente clichê e sem consistência; dos personagens adimensionais, sem nenhuma construção ou até mesmo motivo para existirem; da construção da história que é acelerada demais, nunca criando nenhum tipo de drama, indo de cena a cena sem nenhum tipo de construção no enredo; ignorando todos esses problemas, Abigail e a Cidade Proibida nunca teve nem uma chance de ser interessante. Desde o primeiro minuto a dublagem distrai qualquer tentativa dos atores de atuar, afinal as falas nunca batem com a intensidade da cena.

O filme acaba sendo uma confusa tentativa de criar um universo grande e cheio de possibilidades de novas sequências; o mundo em si não é necessariamente ruim, existem temas e ideias interessantes para se explorar, mas se Abigail era para ser uma entrada em uma série (o que aparenta ser, baseado no final), é mais provável que toda a criatividade usada neste universo foi uma grande perda de tempo.

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