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Voando Alto

8.8.19

Voando Alto || Estreia em 8 de agosto de 2019
Crítica: Karla Nayra


Uma andorinha (Manou) é criada em meio a gaivotas e durante seu crescimento deve aprender a voar, caçar e a se comportar exatamente como uma gaivota. As diferenças e limitações surgem e Manou precisa aprender a driblar sua falta de habilidade, que fica evidente quando tenta ser uma gaivota. A mensagem do filme é simples, somos melhores quando somos quem realmente somos. A temática, no entanto, não surpreende. Já vimos dezenas de filmes falando sobre questões parecidas. A animação dos diretores Andrea Block e Christian Haas aposta em um cenário que lembra o litoral do sul da França. É nesse ambiente que Manou descobre que não é uma gaivota, mas também não é uma andorinha por completo. O personagem atravessa um processo de aprender a ser quem não é. E a aprender a ser quem é.

Em alguns momentos o filme abusa das imagens exuberantes em uma animação que é em geral muito boa, mas peca em alguns movimentos do personagem principal. Um item que precisa ser melhorado sobremaneira é a dublagem. Não há ritmo entre os personagens e o público sofre com vários momentos de silêncio no meio de um diálogo. Lições de alteridade também são muito fortes no filme. Há um reforço sobre o trabalho em grupo e a necessidade de ajudar e ser ajudado pelo outro. O roteiro está o tempo todo nos dizendo que é melhor viver em paz com o outro em vez de desprezá-los por suas diferenças.

É bonito e divertido, mas falta o fator novidade. Trata-se de uma animação decente e acaba valendo à pena para alguém não muito exigente em termos de qualidade cinematográfica. Meu conselho é: espere chegar nas telinhas da TV. Acho que não há nada de urgente em um filme como este.

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