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O Amor Dá Trabalho

28.8.19

O Amor Dá Trabalho || Estreia em 29 de agosto de 2019
Crítica: Lucas Pereira


De vez em quando aparecem alguns filmes que talvez não deveriam ser feitos. Talvez eles abordam temas que não merecem nenhum tipo de atenção (imaginem se O Nascimento de Uma Nação saísse hoje?), talvez eles só cometam o pecado de serem incrivelmente ruins, mas O Amor dá Trabalho consegue se encaixar um pouco nestes problemas. Ele não é simplesmente uma comédia romântica ruim, o filme também tenta constantemente fazer piadas racistas, machistas e homofóbicas que simplesmente não têm graça. A parte divertida de uma piada é a subversão, o inesperado. Ouvir piadas que já foram feitas inúmeras vezes apenas cansa.

A ideia inicial do filme também não é muito criativa, mas é possível fazer algo interessante. Ancelmo (Leandro Hassum) é um homem grosso, rabugento, que não se importa com ninguém. Subitamente, porém, Ancelmo morre, e acaba no purgatório onde ele descobre que está prestes a ir para o inferno. Ele então decide tomar algum trabalho de ajuda para tentar conseguir pontos e ir para o céu, e encontra um extremamente difícil: fazer um casal de ex noivos se apaixonar novamente.

A ideia de alguém morto ter uma segunda chance de ser decente e se redimir já foi feita várias vezes, mas o grande pecado que O Amor dá trabalho faz é que Anselmo é completamente irredimível, e qualquer tipo de redenção que ele tenta ter não apaga o fato que durante todo o filme ele faz piadas discriminatórias e de mal gosto. O protagonista deste filme é simplesmente ruim demais para gostar dele. E então o filme inteiro fica em uma história ruim, com comédia ruim, com uma resolução não merecida, e acaba não tendo nenhum valor além de ser uma completa perda de tempo.

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