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O amor dá trabalho

12.8.19

O amor dá trabalho || Estreia em 29 de agosto de 2019
Crítica: Karla Nayra


Ancelmo (Leandro Hassum) é um funcionário preguiçoso que sofre um acidente fatal no trabalho. Enquanto seu destino, céu ou inferno, é decidido no além, ele tem a missão de unir um casal. Nada mais prosaico do que uma história como esta, mas mesmo assim ela nos proporciona boas risadas. Só que perde o tom em piadas e algumas abordagens que já não fazem mais sentido em pleno século XXI. Logo no início da comédia, é possível notar “piadas” que diminuem a mulher pelo fato de ela ser solteira. Isso me leva a uma pergunta ao diretor Ale McHaddo: ainda estamos fazendo esse tipo de piada?

Outro detalhe que chama a atenção é como a figura da mocinha Elisângela (Flávia Alessandra) é representada. O filme tenta passar a imagem de que Elisângela é uma mulher inteligente, bem sucedida. Todavia, quando o boy magia do passado reaparece ela o aceita de volta sem maiores questionamentos. Ora, a mulher inteligente vai questionar certas atitudes, podendo simplesmente não aceitá-lo de volta. Esse é o grande problema de homens escrevendo histórias sobre mulheres e, principalmente, sobre como elas lidam com suas relações.


O desenvolvimento da história, em princípio, ocorre de maneira previsível, mas lá pelo fim do segundo ato o filme acaba surpreendendo. Isso poderia culminar num final também surpreendente, mas não foi o que aconteceu. O final acaba sendo aquilo que estamos esperando, uma pena. O filme consegue tirar boas risadas do público e isso se deve a decisão acertada do elenco. Uma pequena exceção é o personagem de Bruno Garcia que, no papel de Paulo Sérgio, parece não estar muito interessado na atuação. Temos as figuras mais proeminentes de comédia brasileira em ação e as poucas aparições rendem excelentes gargalhadas. Fica a sensação de que o diretor poderia ter explorado melhor essas figuras.

Há um trabalho interessante sobre o que, como e quem é Deus. Isso nos faz pensar sobre divindade que muitos de nós acreditamos. A comédia deve ser assistida no cinema, principalmente pelo fato de ser uma produção nacional. Temos muita coisa boa sendo produzida no Brasil e acredito que a melhor forma de fomentar isso é pagando ingressos de cinema.

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