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Minha lua de mel Polonesa

27.8.19

Minha lua de mel Polonesa || Estreia em 29 de agosto de 2019
Crítica: Lucas Pereira


Minha lua de mel Polonesa é um filme que decepciona um pouco. O nome e o início dão a ideia de algum tipo de comédia romântica, algo para assistir sem se pensar muito, mas não é bem assim. Inicialmente, o filme conta a história de Anna (Judith Chemla) e Adam (Arthur Igual) Jakubowitz, um casal francês descendentes de poloneses judeus que decidem viajar à Polônia após o nascimento de seu primeiro filho. Logo no começo existem vários elementos de comédia romântica. O casal se ama, mas têm problemas; Anna é controladora e estoura facilmente, principalmente com sua mãe. Mas esses elementos logo acabam se desenvolvendo em algo bem diferente.

A ideia da viagem originou de um evento que o primo de Adam organizou, uma celebração em memória da vila onde o avô deles nasceu e que foi destruída durante a segunda guerra. Ao mesmo tempo, Anna está extremamente excitada com a viagem, podendo finalmente ir para a terra natal de sua avó, e quem sabe, descobrir um pouco mais da vida dela. Minha Lua de Mel Polonesa então toma um jeito completamente diferente. Ele ainda têm uma estrutura romântica, mas o foco principal é a deste casal que está se conectando com os seus antepassados, de um jeito ou de outro. Para isso, eles também acabam tendo que lidar com a realidade atual da Polônia, com um antissemitismo escondido dentro de uma celebração de judaísmo.


O horror do Holocausto virou uma forma de ganhar dinheiro no país, com viagens aos campos de concentração, vários “restaurantes tradicionais judeus”, lugares vendendo estátuas estereotipadas de judeus e vários outros bibelôs de mal gosto. Adam e Anna vão ao país a procura de algum tipo de catarse sobre a sua descendência; ao invés disso, eles acabam tendo que lidar com várias realidades negativas. Anna principalmente é quem é mais afetada por isso, estando tão animada para a possibilidade de pelo menos descobrir a cidade em que a avó nasceu. Logo ao pisar na Polônia ela já fala que se sente conectada os antepassados, sensação que lentamente vai acabando durante a duração do filme.

E então Minha Lua de Mel Polonesa acaba tomando este tom muito mais interessante, uma crítica do jeito que o Holocausto é tratado, uma demonstração de uma experiência comum entre os descendentes Judeus que estão tentando se conectar com seus descendentes, e uma celebração da cultura como um todo. É um filme feito para a comunidade judaica, mas que ainda vale a pena ver não importa sua conexão com os temas.

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