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O Tatuador de Auschwitz || Heather Morris

24.7.19


O Tatuador de Auschwitz é uma obra que foi escrita em formato de roteiro de filme e depois virou livro, então ele tem uma escrita diferente, com trechos da história dentro dos capítulos. Não é tão linear porque quando a gente lê a sinopse entende que ele é baseado em fatos reais e nos relatos de um senhor mais de idade, que foi um tatuador durante o nazismo. Esse livro então vai acompanhar a história de Lale Sokolov, um jovem judeu que foi levado para um campo de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Logo que ele chega lá, acaba virando aprendiz de tatuador por saber falar várias línguas. Na cabeça dos nazistas ele seria útil no contato com os prisioneiros. Ele recebe essas pessoas no campo e tatua os números nelas.

Durante um de seus dias de trabalho, Lale conhece Gita Fuhrmannova, também judia, e os dois se apaixonam. Passam então a viver um relacionamento durante um dos momentos mais abomináveis que o mundo já viveu. O livro acompanha Lale em terceira pessoa e é incrível como esse homem conseguiu ajudar tantas pessoas durante o trabalho horrível que foi forçado a fazer. Como tatuador do nazistas, ele tinha certos privilégios e dividia o que conseguia encontrar. A comida era escassa e ele encontrou um sistema que conseguia dinheiro e joias e trocava por alimentos que ele dividia com quem pudesse, as mulheres, os prisioneiros, os ciganos. Ele foi forçado a fazer um trabalho que não queria, mas encontrou uma forma de enganar os nazistas e ajudar as pessoas que eles queriam exterminar.

A política nos ajuda a entender o mundo até não o entendermos mais, e, depois, faz com que você acabe em um campo de prisioneiros. A política e também a religião.


Esse foi o primeiro livro sobre relatos da Segunda Guerra Mundial que eu li. Assim como a maioria das pessoas, o que eu sei sobre o assunto aprendi na escola e em filmes. Já tem um tempo que tenho me interessado pelo tema, procurado livros na área, e acabei nesse que é um relato mais brando dentre tantos que ouvi falar. Aqui tem a descrição do que acontecia nos campos de concentração, mas não com tantos detalhes e nem com tantas páginas; o livro tem menos de 250. Acho que o formato de roteiro tirou um pouco da profundidade do relato. De certo a escritora pensava que essas partes seriam complementadas pelo lado visual do cinema. Mas dá sim pra gente ter uma ideia do que houve e se entristecer e ficar consternado.

O relato não é romântico, embora a chamada e como ele tem sido vendido faça parecer. A sensação que eu tive lendo é que eles queriam sobreviver juntos, se apoiavam e buscavam uma forma de viver um dia de cada vez no outro. Eles terem se conhecido no campo de concentração foi um angustia e esperança ao mesmo tempo, agora era mais um para se preocupar ali dentro. Mas claro que o amor é o que chama a atenção e mesmo tendo uma ideia de como tudo terminou, eu li torcendo para que os dois ficassem juntos. A escrita não é romanceada, é o mais real possível e até nas cenas dos dois juntos não tem aquele ar de felicidade plena. O ambiente não favorece isso e eu não conseguia não ler pensando que a qualquer momento alguém ia aparecer e pegar os dois juntos.

A forma como o livro foi escrito faz com que a leitura seja rápida. Fiquei incomodada, constrangida, angustiada pelo que o ser humano é capaz de fazer. Não sei se vocês também tem essa sensação, mas parece que o mundo está esquecendo o que houve a pouco tempo e livros como esse são importantes porque nos ajudam a não repetir a história. Esse livro está mais do que recomendado para todo mundo, ainda mais se você for como eu, que não sabe por onde começar. Como não traz os relatos tão vividos, a leitura é um pouco mais amena. Como foi escrito em formato de roteiro, espero que vire mesmo um filme. Seria bastante interessante ver na tela algo que a autora escreveu para ser.

Você é uma heroína também, meu amor. Que vocês duas tenham escolhido sobreviver é um tipo de resistência contra esses nazistas desgraçados. Escolher viver é um ato de rebeldia, uma forma de heroísmo.

O Tatuador de Auschwitz - Baseado na história real de um amor que desafiou os horrores dos campos de concentração.
Heather Morris
Editora Planeta: Facebook/Instagram

Onde comprar (link comissionado):
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Um comentário:

  1. eu adoro historias da segunda guerra e sao mesmo historias bem incomodas, fiquei super interessada em ler esse livro

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