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O Professor Substituto

22.7.19

O Professor Substituto || Estreia em 25 de julho de 2019
Crítica: Helen Nice


Com estreia marcada para o próximo dia 25 de julho, O Professor Substituto vai prender sua atenção do começo ao fim. Baseado no livro de Christophe Dufossé - L'Heure de la sotie - e dirigido por Sébastien Manier, este suspense começa com o suicídio de um professor que se atira da janela da sala de aula na presença dos alunos, deixando sua cadeira vaga para um professor substituto. O calor escaldante e a pressão do final do período letivo foram demais para aquele professor. Um corpo caído não é algo que se supera com facilidade, então já podemos prever que qualquer professor que assumir esta turma não terá uma tarefa das mais tranquilas e agradáveis pela frente. Pierre Hoffman (Laurent Latiffe) um professor de meia idade que voltou a lecionar, mas está mais empenhado em concluir as pesquisas de sua pós-graduação sobre Kafka e seguir sua rotina de exercícios físicos, se apresenta à direção da escola e é informado que aquela turma em particular faz parte de um projeto experimental. São poucos alunos com rendimento muito acima da média e estão sendo preparados para um exame de proficiência.

O diretor o alerta para o fato que o trauma da morte do antigo professor também será um agravante no comportamento da sala. O que o professor não podia prever era que seis daqueles alunos liderados por Apolline (Luàna Bajrami) e Dimitri (Victor Bonnel) teriam um comportamento apático, misterioso, hostil e estavam planejando algo com consequências graves. A direção da escola só tem interesse no desempenho e notas da turma e não dá ouvidos aos alertas do professor, que percebe tendências sado-masoquistas e suicidas em seus comportamentos. O professor passa a seguir aqueles alunos e presencia fatos bem bizarros quando eles fazem treinamentos para não sentirem dor ou sofrimento, se colocando em situações limites, se batendo, sufocando, afogando e registrando em dvds muitas cenas de catástrofes, fim de mundo e destruição. Definitivamente não era um comportamento gerado apenas pelo suicídio do professor e fica a dúvida de até que ponto o outro professor também não foi levado à ter um comportamento depressivo por influência da classe, já que o próprio Pierre passa a sofrer pressão com ligações anônimas, roubos e fatos perturbadores.

O filme segue uma linha de suspense, mas também faz um alerta sobre as cobranças extremas por rendimentos e como conhecimento excessivo pode levar os jovens a desenvolverem comportamentos problemáticos e a rotina do ambiente escolar pode levar os professores e funcionários a considerar tudo como sendo "normal da idade" ou "apenas uma fase" e não dar a devida atenção. O filme se passa na França e deixa clara essa denúncia ao sistema onde um professor na faixa dos 40 só consegue um cargo se for indicado ou alguém morrer, enquanto jovens bem dotados tem a chance de realização pessoal, porém se desiludem quanto ao futuro e não encontram sentido na vida. O medo constante aos ataques terroristas levando à paranoia e a problemas psicológicos. O final surpreende e leva à reflexão. Kafka, baratas, fim do mundo... Assista!!!

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