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Boas Intenções

3.7.19

Boas Intenções || Estreia em 4 de julho de 2019
Crítica: Lucas Pereira


Imagine um filme em 2019 baseado em estereótipos, com um racismo casual, propositalmente ofensivo como um meio de ser tanto uma celebração de culturas e raças diferentes como uma crítica ao jeito que muitas pessoas tratam as outras. Boas Intenções faz exatamente isso. Dirigido por Gilles Legrand, este longa conta a história de Isabelle (Agnès Jaoui), uma professora de francês em Paris que dá aulas para imigrantes que não sabem escrever a língua. Logo de início você começa a entender o tipo de pessoa que ela é - ela vai atrás de pessoas que precisam da aula, doa qualquer comida que sobre em casa e está constantemente tentando ajudar pessoas que precisam, mesmo que isso atrapalhe a sua própria vida. Ao mesmo tempo, ela também começa a apresentar falhas na sua personalidade.

A necessidade de ajudar os outros não vem de altruísmo, mas sim por ela gostar da gratificação que vem junto; o jeito que ela vê os seus alunos e colegas de trabalho como diferentes dela por virem de culturas diferentes. E este último é em grande parte o tema de Boas Intenções, um tema que é presente em todos os personagens. Os alunos de Isabelle, familiares e amigos todos apresentam tanto os estereótipos de sua cultura quanto esperam que os outros também ajam de acordo com os estereótipos da cultura de cada um. Eles não se desrespeitam - pelo menos não normalmente -, mas ainda acreditam nisso. Então é uma situação interessante, onde de certo modo todos eles apresentam o que normalmente seria um problema, mas é sem nenhuma malícia. Isabelle é o foco disso, sempre tentando ajudar com boas intenções mas ainda tendo uma visão desigual deles.

Boas Intenções é muitas coisas: uma celebração de uma França culturalmente variada, e de como todas estas culturas podem viver em harmonia uma com a outra, e ao mesmo tempo critica não só como existe esse preconceito em todas as culturas, mas também deixa bem claro que as pessoas que não conseguem ver as outras pelo menos como iguais não serão aceitas nesta harmonia, uma harmonia que pode aceitar estereótipos e preconceitos sem malícia, mas não um racismo e elitismo.

Um comentário:

  1. adoro filmes franceses com essa pegada, adorei a indicação e com certeza vou procurar pra assistir

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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