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Romance is a Bonus Book

23.6.19

Como vocês gostaram da indicação de Strong Girl Bong Soon, hoje comento sobre outro dorama que vi na Netflix chamado Romance is a Bonus Book. Inclusive, nos comentários da postagem de divulgação de Strong Girl tinham me recomendado ele por se passar em uma editora e ser bem lindo. Vocês estavam certos, é um dorama maravilhoso!


Ele conta a estória de Kang Dan‑i (Lee Na‑young), uma mulher divorciada na faixa dos 40 anos que quer voltar ao mercado de trabalho, mas encontra dificuldades por causa da idade e do tempo que ficou afastada para cuidar da filha. A forma como esse tema é tratado me chocou um pouco. O pessoal que faz as entrevistas destratam a protagonista por querer voltar a trabalhar, como se ela não pudesse retomar a profissão de publicitária após alguns anos fora. Ela acaba fazendo o que muita gente tem feito hoje em dia na crise, que é tirar as suas qualificações para arrumar um trabalho com um salário menor. Depois da separação, Dan‑i ficou em uma situação que eu não desejo a ninguém, sem nenhuma estrutura financeira. Isso a ponto de não ter onde morar e o que comer. É aí que entra o trabalho na editora e o Cha Eun‑ho (Lee Jong‑suk).

Cha Eun‑ho e Kang Dan‑i se conhecem desde criança; ela salvou ele de ser atropelo e desde então eles são amigos. Dá para sentir que com o tempo Cha Eun‑ho se apaixonou por ela, mas guardou isso por muitos anos. Dan‑i nunca olhou para ele com outros olhos; casou com outro homem, separou dele e sempre teve Cha Eun‑ho ao seu lado como irmão. Ele é escritor e editor em uma editora famosa. A empresa está precisando de novos funcionários e Dan‑i se candidata, só que é um cargo de faz tudo, muito aquém do que ela estudou na faculdade. Mas ela não se importa com isso, desde que tenha um trabalho. Isso acontece logo nos primeiros episódios e é aí que o dorama começa a acontecer de fato.


Toda a série vai girar na editora e para quem gosta de livros e saber o processo de criação, edição e divulgação de um livro Romance is a Bonus Book é um prato cheio. O dorama mostra como os títulos são escolhidos, autores encontrados e contratados, divulgação, tiragem, edição... absolutamente tudo sobre o mercado editorial coreano. Tem cenas mostrando os eventos de divulgação, com leituras dos livros e autógrafos, a escolha das capas, e aí aparece o personagem Ji Seo Joon (Wi Ha Joon). Ele é designer gráfico e vai dividir a atenção de Dan‑i com Cha Eun‑ho. Todos na editora são muito apaixonados pelo que fazem e isso contagia quem assiste, ver a dedicação deles em lançar algo que muda a vida das pessoas. Mas tem uma cena muito triste envolvendo o descarte de livros, a trituração deles, que é de doer o coração.

Sobre o triangulo amoroso. O dorama aborda a diferença de idade entre Dan‑i com Cha Eun‑ho. Na Coreia do Sul isso parece ter um peso grande, assim como o divórcio. Tanto que tem uma cena da Dan‑i com o Ji Seo Joon, que ele fica totalmente assustado com o fato de ela ter uma filha sem marido. Lá parece que essas questões são mais tabus do que aqui, que já foi, mas agora está mais aceitável. O romance entre os três, ou quatro (quem ver vai saber do que estou falando), é maduro. Não que não seja fofo, é só que tem tanta coisa complicada acontecendo na vida desses personagens que o amor às vezes fica em segundo plano. Mas sim, tem umas cenas encantadoras, principalmente as do cotidiano. Eles acabam morando juntos, porque a Dan‑i não tem para onde ir e fica na casa de Cha Eun‑ho.


Gente, esse dorama tem umas partes triste toda a vida!!! Sério, é muito angustiante ver a situação da Dan‑i, desesperada querendo um emprego para sustentar a filha e ter um teto sob a cabeça. Ô mulher que sofre e chora; é muito fácil se identificar com ela, que além de estar desempregada, perdeu o marido. Ele a traiu e ela se anulou durante muito tempo por amor a ele. Quando veio o divórcio, ela ficou no fundo do poço. Uma cena que me emocionou muito, foi quando ela é despejada e anda descalça pelas ruas com as coisas nas mãos e uma chuva torrencial. Nessas cenas toca uma música que só de lembrar me dá vontade de chorar. Aliás, a trilha sonora desse dorama é muito boa. Tem algumas em inglês que dá para entender, mas as em coreano só a melodia mesmo. A minha preferida é essa.

A série tem 16 episódios e é fechadinha, não precisa de segunda temporada. Além de todos esses temas interessantes, superação de uma mulher forte, amor com diferença de idade, se passar em um editora e falar de livros, tem um suspense que só é revelado totalmente no último episódio. Algo envolvendo um escritor sumido... Vale a pena assistir Romance is a Bonus Book, adorei cada episódio; me encantei, fiquei emocionada e aprendi um pouco mais sobre a cultura coreana. Fato curioso. Esse dorama é classificado na Netflix para maiores de 16 anos, mas não tem absolutamente nada demais aqui. Uns beijos de vez em quando e olhe lá. Tudo é muito sério nessas séries asiáticas, então não criem expectativas nas pegações.


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