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A última loucura de Claire Darling

2.6.19

A Última Loucura de Claire Darling || Estreia em 1 de agosto de 2019
Crítica: Lucas Pereira


Baseado no livro Faith Bass Darling’s Last Garage Sale, A Última Loucura de Claire Darling conta uma interessante história sobre mortalidade, memórias, contando a história de alguém não pelas coisas que ela diz, mas sim pelas que ela têm. O filme conta sobre Claire Darling (Catherine Deneuve), uma mulher francesa que no primeiro dia de verão acorda acreditando que ela vai morrer até o final do dia. Ela então decide vender todos os pertences de sua casa, colocando todos os móveis, bonecos e outros objetos que adornavam sua casa no quintal, onde ela vende os produtos por baixos preços, não interessada necessariamente em dinheiro, mas em vendê-los rápido. Rapidamente a notícia da venda se espalha pela cidade, e uma das amigas de infância de sua filha Marie Darling (Chiara Mastroianni) decide ligar para a filha ausente e avisar sobre o que está acontecendo e pela ações estranhas de Claire.

A Última Loucura é um filme interessante; ele está constantemente mudando de época, usando os personagens quando adultos como um instrumento para achar certos objetos que os fazem lembrar do passado. Desse jeito, o longa demonstra um pouco da vida de Claire, Marie, o marido Claude Darling (Olivier Rabourdin) e o filho. Desde do início você vê que a vida familiar deles não é ideal, mas tudo piora com uma grande tragédia que faz a família se separar. Ao mesmo tempo que o filme conta a história de uma maneira interessante, ele também têm problemas pela história ser tão dividida, nunca focando em nos aspectos mas criando uma linha de tempo cheia de furos que acaba sendo um pouco confusa e perdida. Os personagens também agem de maneira um pouco exagerada, principalmente no final, onde parece que as coisas começam a acelerar por nenhuma razão óbvia - até chegar em um clímax um tanto explosivo e agitado, indo completamente contra o tom do resto do filme e não de uma maneira satisfatória.

Então, A Última Loucura de Claire Darling acaba tendo esses problemas com o pacing da história, mas ainda assim tendo uma ideia interessante. As transições entre o presente e o passado, tal como as reações dos personagens de verem objetos que os lembram do passado, criam uma base interessante e com potencial; mas a história em si acaba não sendo tão satisfatória quanto o método que ela é contada.

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