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John Wick 3 – Parabellum

14.5.19

John Wick 3 – Parabellum || Estreia em 16 de maio de 2019
Crítica: Karla Nayra

O filme ganhou popularidade entre os fãs do gênero ganhando uma porção de memes nas redes sociais 

John Wick (Keanu Reeves) está de volta às telonas com o terceiro filme da trilogia. Neste capítulo da saga, o longa acrescenta uma dose extra de ação e aventura comparado aos dois filmes anteriores. O que é, em certa medida, uma garantia de diversão para os amantes do gênero. Há ainda cenas contemplativas de arte e um fator multicultural muito interessante. O protagonista, John Wick, é o mais temido e ao mesmo tempo o mais procurado agente de uma organização internacional de mafiosos. Desta vez sua cabeça está prêmio, literalmente. Excomungado do sistema e procurado pela alta cúpula, Wick tenta salvar a própria vida buscando até a última das alternativas.

No desenvolvimento da trama somos presenteados com sequências incríveis de luta, a atuação surpreendente de caninos e uma provocação a reflexão sobre a estrutura de sociedade que conhecemos. Logo no início Keanu Reeves mostra a que veio. A sequências de lutas são muito bem orquestradas. Uma coreografia funciona quando não há cortes excessivos durante as cenas, isso é o básico e a direção dessas cenas não pecam. Só um diretor muito ruim conseguiria não aproveitar quando se há lutadores reais em cena. Mas Chad Stahelski conhece muito bem o universo da luta, foi instrutor de kick-boxing antes de iniciar a vida como diretor de cinema. Mesmo que não saibamos que o diretor é lutador, fica fácil perceber que há uma visão profissional diferenciada. A câmera passeia em cena mostrando exatamente o que queremos ver: luta de qualidade.


No segundo ato Wick encontra uma amiga, Sofia (Halle Berry). Ela faz dupla com o protagonista também em cenas de luta e ação. Mas aqui contamos com os lutadores que mais desejamos ver desde o primeiro filme: os “doguinhos”. Reparem nas cenas de luta com os cães, é de arrepiar. Além disso, Halle Berry está bem no papel e no pouco tempo que fica em cena nos entrega uma personagem complexa com questões importantes acerca de sua trajetória. Eu me convenci das tensões que Sofia apresenta.

DIVERSÃO EM CAMADAS

Não resisto a uma discussão social, sou dessas! O que mais me chamou atenção em Jonh Wick 3 foi a forma com qual o sistema mafioso é representado. Pasmem, muito parecido com a nossa estrutura de sociedade regular, pois há relações de poder e hierarquias muito bem constituídas. Neste filme, essa discussão é mais aprofundada, pois um agente da alta cúpula surge para garantir que a estrutura de poder vigente não se desfaça. Isso me leva a pensar em algumas organizações criminosas reais, como por exemplo o PCC que possui um estatuto de regras claras de convivência e comportamento. Na minha avaliação, guardando as devidas proporções, Jonh Wick não é apenas um personagem, mas a representação de organizações paralelas que coexistem com nossa sociedade tradicional.

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