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Hellboy 2019

5.5.19

Hellboy 2019 || Estreia em 16 de maio de 2019
Crítica: Karla Nayra


Baseado nos quadrinhos de Mike Mignola, Hellboy é um ser que está preso entre os mundos sobrenatural e humano. Dessa vez, terá de lutar contra uma antiga feiticeira que deseja se vingar do mundo trazendo o apocalipse. Este é o terceiro filme da franquia e o primeiro sem a direção de Guillermo Del Toro. O diretor anunciou sua saída após gravar o segundo longa. O bastão está agora com Neil Marshall que entrega um trabalho satisfatório para o espectador médio, mas não para a crítica especializada.

A continuação de Hellboy I e II é também uma descontinuação. Calma, já vou explicar. É possível notar aspectos que diferenciam o trabalho dos diretores de antes e depois. Não é nada fácil para um diretor que pega o bonde andando manter totalmente a linha do que vinha sendo desenvolvida no filme, mas no terceiro Hellboy os aspectos que pontuam essas diferenças são marcadas na estética do filme e no desenvolvimento óbvio da grande máxima da franquia que é “o inferno salvará a terra”. Isso poderia render reflexões interessantes, mas cai num clichê após o outro.


Nos primeiros filmes era possível notar uma estética que se aproximava da fantasia. Agora, em Hellboy III, estamos mais próximo de um filme de terror. Isso se deve, principalmente, por causa da mudança na direção. Neil Marshall está acostumado a fazer filmes de suspense e terror, basta dar uma olhada em sua filmografia. Hellboy é um filme do gênero super-herói, correto? Não. Pelo menos esse último filme pecou no que há de mais essencial: o gênero. O espectador de Hellboy espera mais aventura e ação e menos demônios se contorcendo como em “O Exorcista”, por exemplo.

O roteiro do filme comete um dos “pecados” mais comuns na construção de uma vilã ou vilão. A bruxa Nimue, interpretada por Mila Jovovich, deseja se vingar por ter sofrido uma derrota no passado. Suas motivações são frágeis e acabamos encontrando mais uma vez uma antagonista que deseja destruir o mundo por causa de sua maldade. Além disso, o filme possui problemas de ritmo, não dando pausas necessárias e elaborando pouco temas que poderiam ter sido melhor trabalhados. Mas é cheio de “easter egs” e quem curtiu os primeiros filmes vai encontrar uma forma de se entreter com o último longa da trilogia Hellboy. Se vale o ingresso? Bom, eu esperaria sair na TV, mas se você é fã, vá logo ver no cinema e seja feliz!

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