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A Menina e o Leão

8.5.19

A Menina e o Leão || Estreia em 9 de maio de 2019


"Mia et le lion blanc", longa do cineasta francês Gilles De Maistre, é a dose de sessão da tarde que talvez leve a família toda no próximo feriado dominical aos cinemas. Traduzido no Brasil como "A Menina e o Leão", a trama conta a aventura de uma adolescente para salvar um lindo Leão Branco. Quando o clã dos "Owen" se muda para África e passa a administrar um campo cercado de Leões, Mia (Daniah De Villiers) não gosta nada da ideia. Acostumada a ter tudo e todos a sua volta, em Londres, a garota vê a nova casa como um insulto e pouco liga para a natureza. O irmão mais novo, Mick (Ryan Mac Lennan), já é mais maleável e tenta ajudar a irmã irritada a se sentir bem no lugar. A mãe da menina, Alice (Mélanie Laurent), também resolve dar a filha explicações e diz que o desconforto inicial é normal, mas que eles estão ali como família e para auxiliar o pai da jovem, John (Langley Kirkwood).

Ainda assim, o temperamento e também a imaturidade de Mia não conseguem fazê-la compreender a necessidade da mudança. Passam-se alguns dias e nasce dentro das grades cercadas do lugar um Leão Branco belíssimo. John pensando em trazer um pouco de alegria e doçura a família, o leva para perto das crianças, já que em um primeiro momento filhotes também não apresentam nenhum perigo. E apesar do esforço do pai, Mia não dá tanta bola assim ao felino e é Mick quem fica felicíssimo em ter um novo pet cambaleando pela casa. Com o passar do tempo, a garota vai ficando cada vez mais impaciente, porém, diz a lenda que o nascimento de um Leão Branco é algo raro e sempre que ocorre vem para trazer paz, equilíbrio e salvar o que precisa de salvação.


Por fim, a inocência e as trapalhadas do bichano acabam conquistando a garota que começa a chamá-lo de Charlie e criar laços emocionais a ponto de se tornarem inseparáveis, ao menos até certa idade do Leão. Isto porque quando o animal selvagem se torna adulto, John começa a temer pela segurança da família e dos empregados. Para piorar, os negócios vão indo mal e ele precisa arrumar dinheiro logo. Não fosse apenas este fator, a insistência de Mia em manter o bicho dentro de casa deixa todo mundo nervoso e esta atitude faz com que John decida vendê-lo, todavia, a menina acaba descobrindo que ele não ficará em segurança e contorna a situação de maneira inacreditável quando atravessa a cidade ao lado de Charlie para levá-lo a uma reserva de Leões.

Com um roteiro mediano, atos entediantes, e poucas investidas inusitadas, o filme, não decola. Mesmo não tendo sido produzido para tevê, ele apresenta elementos que o reconhecem como tal. Aliás, Gilles, o diretor, não só tem inúmeros filmes do gênero em sua carreira cinematográfica como já dirigiu séries e também documentários e sua ótica aqui não consegue transcender da temática sessão da tarde ou se construir como cinema como a produção Hollywoodiana "Compramos Um Zoológico" (2011) o faz. Ainda assim, seu ato final é certeiro e emociona. Claramente, a película tenta investir em uma mensagem ambiental e detalha isso nos créditos finais.

O elenco vem com uma atriz já consagrada na França e bem conhecida de Hollywood, Mélanie Laurent, a Shoshanna de "Bastardos Inglórios". Já Langley Kirkwood esteve em muitas séries britânicas e também em filmes como "Invictus" (2009). A jovem que interpreta Mia está em seu quinto filme e precisou passar dois anos filmando este aqui devido a necessidade de criar vínculo com o animal que interpreta Charlie. A trilha sonora (escute aqui) adentra em alguns momentos e reflete dramaticidade e diversão. Lá pelo segundo ato até ouvimos uma versão gostosa "The Lion Sleeps Tonight", canção que ficou famosa na trilha sonora de "O Rei Leão" (1994).

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