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Tudo o que Tivemos

30.4.19

Tudo o que Tivemos || Estreia em 2 de maio de 2019
Crítica: Lucas Pereira


O filme começa com Ruth (Blythe Danner), uma mulher já idosa, saindo de casa durante à noite no meio de uma nevasca. Quando seu marido Burt (Robert Forster) acorda, ele começa a procurar por ela, e quando percebe que Ruth saiu de casa liga para o filho Nicky (Michael Shannon) que mora por perto e o avisa. Nicky então avisa a irmã Bridget Ertz (Hilary Swank), que então decide voltar para a cidade natal e procurar pela sua mãe perdida. E assim começa Tudo o que Tivemos, com a mãe sendo encontrada algumas horas após Bridget chegar, e agora focando nos efeitos deste acontecimento.

Todos os personagens estão juntos tentando resolver o problema de alzheimer de Ruth, mas enquanto Nicky quer que ela vá morar em um asilo, Burt acha que ele que deve cuidar da esposa - e Bridget está entre os dois, tentando agradar ambos os lados. E ao mesmo tempo que a trama tem este problema familiar como foco, cada personagem também está passando por seus próprios problemas pessoais, fazendo com que cada um deles tenha que lidar com este período turbulento. Este grande foco em cada um dos personagens é a melhor parte de Tudo o que Tivemos.


Como primeiro filme da escritora e diretora Elizabeth Chonko, o filme não apresenta uma cinematografia especial; mas a direção dos personagens é fenomenal. Cada uma destas pessoas é acreditável, real, sendo fácil se relacionar com pelo menos um. Nenhum deles está errado, mas sim têm opiniões diferentes. O filme em grande parte é carregado pela forte atuação dos protagonistas. O maior problema do filme é a filha de Bridget, Emma (Taissa Farmiga). Fica claro logo no início que Emma, assim como o resto de sua família, está tendo seus problemas internos, problemas que apesar de estarem ali presentes são rapidamente mostrados e ignorados. Qual exatamente é o ponto disto? Se o filme não vai tomar o tempo para lidar com os problemas dela, parece mais que foi colocado ali só para ter algo mais reconhecível para uma audiência mais jovem.

Ainda assim, Tudo o que Tivemos é um ótimo filme que foca em seus personagens para contar uma história triste, mas que também têm seus momentos felizes. E talvez essa seja outra de suas qualidades: Mesmo que ele lide com temas pesados, a história ainda têm momentos felizes, fazendo com que ele seja muito mais realista do que um filme que tivesse como foco apenas os problemas.

Um comentário:

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