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Sobibor

23.4.19

Sobibor || Estreia em 25 de abril de 2019
Crítica: Helen Nice

 Inspirado em uma triste realidade! 

O filme é uma adaptação do livro Alexander Pechersky - Breakthrough to Immortality de Ilya Vasilyev, que além de autor e compilador do livro, também é chefe da Fundação Alexander Pechersky e produtor do filme juntamente com Elvira Aynulova, Mariya Zhuromskaya e Gleb Fetisov. Sobibor é a história de um ato heroico sem precedentes, que só se tornou realidade graças a fé e as habilidades de liderança e coragem de seu líder. Konstantin Khabensky, no papel de Alexander, também faz sua estreia como diretor e, devo acrescentar, de maneira surpreendente. O longa reuniu um elenco de diferentes nacionalidades e dá vida a uma obra que preza pelo realismo, na medida que, sendo um projeto internacional, torna a história clara e inteligível para qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo.

Além do livro, o filme contou também com objetos históricos e gravações em vídeo, mas a ideia não era ser apenas realista como também ter uma visão fictícia da realidade, o que o torna único. Nos papéis principais temos Christofer Lambert, Michalina Olzanska, Philippe Reinhart, Mariya Kozhevnikova, entre outros. Há muitos filmes que abordam a temática da guerra, mas Sobibor quis ser único ao falar sobre a vida de pessoas nos campos de extermínio e foi tão bem sucedido que é o representante da Rússia ao Oscar 2019 como Melhor Filme.


Sobibor foi um campo russo de extermínio durante a Segunda Guerra Mundial, que ficava situado no sudoeste da Polônia, e no período de 1 ano e meio, entre 1942 e 1943, cerca de 250 mil judeus perderam a vida lá. O filme narra o período em que Pechersky chegou à Sobibor com alguns companheiros do campo de trabalho de Minsk. Essas pessoas tinham experiência militar e estavam dispostas a matar ou morrer para combater as atrocidades daquele local. A fotografia do filme é extremamente realista; gravado principalmente na Lituânia.

Como sabia-se que Pechersky e seus companheiros chegaram à Sobibor em 22 de setembro, seria vital filmar durante os 3 meses do outono de 2016 para ter as mesmas condições climáticas, o que foi bastante difícil devido às chuvas e ventos. Graças a um trabalho minucioso de pesquisa, foi possível criar uma base valiosa de informações sobre plantas e layouts do local. Cada detalhe foi pensado e pesquisado para criar no espectador a real sensação de estar vendo cenas de um passado trágico.


O diretor de fotografia Ramunas Greicius, ganhador de vários prêmios, foi convidado para o projeto. Até mil atores participaram das cenas de multidão e as cenas finais em câmera lenta nos transportam, fazendo com que nos sintamos parte da ação. Com personagens de diversas origens e idiomas, o espectador consegue vivenciar a dificuldade que Pechersky enfrentou para unir seu pequeno exército e fazer-se entender. Ele precisava transmitir confiança, carisma e determinação a fim de levar o plano a cabo. Situações limite, a vida por um fio, a rotina a beira da morte em um inferno... o filme pulsa como um coração desesperado e nos leva junto; respiração ofegante enfrentando os horrores da guerra juntamente com os personagens.

Christopher Lambert tem o difícil papel do comandante do campo e consegue mostrar o lado daquele que exterminava as pessoas em uma ótima atuação. A trilha sonora de Kuzma Bodrov, com a Orquestra Sinfônica do Estado Russo e o Coro de Câmara do Conservatório de Moscou, dá o clima dessa história que, com certeza, levará o espectador às lágrimas. Da rebelião em outubro de 1943, apenas 300 prisioneiros conseguiram fugir e se esconder na floresta. Apenas 50 sobreviveram até o fim da Segunda Guerra. Sobibor é a história que narra a força do espírito humano e sua capacidade de lutar e combater o mal ainda que esteja no limite de suas forças. Merece ser visto para que tais atrocidades não se repitam jamais.

Os heróis de Sobibor não pretendiam salvar suas vidas, lutavam pelo orgulho de toda Humanidade.

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