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Shazam!

3.4.19

Shazam! || Estreia em 4 de abril de 2019
Crítica: Karla Nayra

A melhor versão de um garoto pode ser um herói forte, bondoso e divertido 

Após o sucesso notório de filmes da DC em Mulher Maravilha e depois em Aquaman, Shazam chega aos cinemas brasileiros pronto para atrair a atenção de milhares de espectadores aficionados por filmes de super-heróis e quadrinhos. O longa-metragem reúne vários elementos que constituem um bom filme de origem, pois tem um bom ritmo de desenvolvimento, é engraçado sem transformar o longa essencialmente em comédia, a trama é envolvente e muita gente que jogou videogame na década de 1990 vai se identificar e dar boas gargalhadas.

Antes de se transformar em sua versão Shazam (Zachary Levi), o garoto Billy Batson (Asher Angel) está a procura de sua família. Sim este é um filme que aborda questões familiares densas e dramáticas. O personagem não esconde a tristeza que o acompanha na longa trajetória de tentar encontrar sua família biológica. Asher Angel nos apresenta um personagem que pretende encontrar o seu lugar no mundo e a si mesmo. Esse personagem cheio de questões internas acaba se tornando um potente herói e com a ajuda de seu amigo Freedy Freeman (Jack Dylan Grazer), praticamente um especialista em super-heróis, Billy vai se descobrindo e aprendendo a ser um herói de verdade.


Uma coisa que me incomodou um pouco, foi a variação na personalidade dos personagens que fazem o Billy adulto e adolescente. Tive a impressão de que o Shazam herói não tinha os mesmos traços de personalidade do garoto, como por exemplo o mesmo senso de humor. Talvez haja uma explicação para isso. O Shazam é a representação daquilo que Billy gostaria mais de ser: forte, seguro, alegre. Assim, quando o menino se transforma em herói, essas características de uma personalidade mais alegre e brincalhona apreçam com maior facilidade. Será?

O filme consegue ser divertido, engraçado, sensível e emocionante. Sim, chorei na parte emocionante. Todos os personagens da trama possuem funções importantes e compramos a ideia de família que o filme nos propõe, o que é bem tocante. Todavia, trata-se de mais uma história que não possui necessidade alguma de ser vista em 3D, sério não precisa. Mas vale cada centavo do ingresso de cinema.

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