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Quando Margot Encontra Margot

5.4.19

Quando Margot Encontra Margot || Estreia em 4 de abril de 2019


Escrito e dirigido por Sophie Fillières, “Quando Margot Encontra Margot” usa de um artifício que parece ter saído de um filme sci-fi para poder realizar um estudo de uma personagem durante dois momentos distintos de sua vida: Margot, com 45 anos (Sandrine Kiberlain), encontra Margot, de 20 anos (Agathe Bonitzer), quando ambas se escondem em um banheiro para fugirem da euforia de uma festa. O filme faz parte do circuito chamado Caixa de Pandora, nascido da união entre o Cinépolis e a Pandora Filmes, que busca levar filmes independentes e de autor para diversas cidades brasileiras além das capitais.

O aspecto sobrenatural desse encontro é deixado de lado pelo roteiro; o que importa não é encontrar explicações racionais para como esse encontro pode ter acontecido, e sim como esse encontro pode mudar a vida delas já que ambas se encontram em um momento de crise: Margot aos 45 acaba de voltar do enterro de uma amiga e Margot aos 20 anos acaba de se demitir e não sabe qual caminho seguir em sua vida. Em uma posição de vantagem por já conhecer muito do que acontece ao longo desses vinte e poucos anos, a Margot mais velha acaba por influenciar sua eu mais nova durante esse tempo que elas passam juntas e até divide algumas coisas que acontecerão nesses anos: ela vai começar a fumar e depois parará, vai perder contato com sua melhor Esther (Lucie Descloxeau), terá um namoro mais sério do que os relacionamentos casuais que ela tem aos seus 20 anos.

A primeira metade do filme parece dedicada ao acaso; primeiro elas se encontram na festa e continuam se cruzando no trem que ambas pegam e na cidade de Lyon. Em meio a esses acasos o filme apresenta para o público essas duas mulheres que, apesar de serem as mesmas, possuem suas diferenças. Kiberlain e Bonitzer realizam um trabalho admirável durante o filme; desde a movimentos espelhados quando elas estão juntas a pequenos detalhes da fisicalidade das duas que as aproximam e as distanciam faz com que o público não necessariamente se identifique com a personagem Margot, mas o coloca mais próximo dela, e despertam a curiosidade para o que mais aconteceu na vida dela nesses vinte anos e que fez com que ela se tornasse a pessoa que se tornou.

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