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Suprema

11.3.19

Suprema || Estreia em 14 de março de 2019


Conhecida também como “Notorious RBG”, Ruth Bader Ginsburg é uma Associada de Justiça da Suprema Corte dos Estados Unidos indicada por Bill Clinton em 1993. Vista como sendo parte da chamada ala liberal da Suprema Corte, Ginsburg passou boa parte de sua carreira como advogada lutando a favor da igualdade de gênero e direitos das mulheres. Dirigido por Mimi Leder, cuja filmografia inclui mais seriados do que filmes, e escrito pelo estreante Daniel Stiepleman, o filme “Suprema” conta sobre a vida de Ruth enquanto uma das poucas mulheres no curso de Direito de Harvard e sua carreira como advogada, mostrando os desafios e preconceito que ela teve de enfrentar.

A importância dos eventos sobre os quais o filme trata é inegável, portanto, parece desnecessário que o filme faça tantas escolhas tipicamente clichês das cinebiografias, como exagerar determinadas situações, o excesso de pausas para a construção do suspense, como na cena em que Ruth hesita mais de uma vez ao falar diante dos juízes, e até mesmo como o filme parece idealizar muitos de seus personagens. Isso não afeta diretamente a trama, mas a mais grave consequência dessas escolhas é que um documentário conseguiria de maneira mais eficaz contar a história de Ruth Bader Ginsburg.


Felicity Jones (indicada ao Oscar de Melhor Atriz por “A Teoria de Tudo) entrega uma atuação repleta de nuances e que tenta humanizar uma figura muitas vezes idealizada por parte da sociedade americana e tem suas melhores cenas com Cailee Spaeny, que interpreta Jane Ginsburg filha de Ruth, e Armie Hammer, que faz o marido de Ruth e também advogado Martin Ginsburg. O companheirismo de Ruth e Martin é uma das bases mais sólidas que sustentam o filme e que, em certa medida, faz com que ele não caia em um completo clichê; Felicity Jones e Armie Hammer conseguem dar vida à relação dos dois e o personagem de Martin age como um contraponto para os outros homens do filme que duvidam, subestimam e que se recusam a levar Ruth a sério.

A relação entre Ruth e Jane, mãe e filha, é definitivamente um dos grandes acertos do roteiro. Nas cenas protagonizadas com elas o roteiro consegue desenvolver não só um conflito geracional, mas também discutir sobre as diferentes formas de se protestar contra a desigualdade: Jane quer mudar a sociedade através de protestos e Ruth acredita que mudar a sociedade, mas não mudar as leis não adianta de nada. As duas entram em conflito durante o filme, mas encontram uma na outra não só uma companheira como também uma fonte de aprendizado.

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