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Dumbo

27.3.19

Dumbo || Estreia em 28 de março de 2019


Dando sequência ao calendário da Disney de versões com atores baseadas em suas animações clássicas, chega agora aos cinemas mundiais “Dumbo”, dirigido por Tim Burton e escrito por Ehren Kruger. Apesar de ser um remake da animação de 1941, o filme demonstra uma liberdade artística maior do que a que é vista, por exemplo, em “A Bela e a Fera” (2017) de Bill Condon. Na animação, o ponto de vista do filme todo é do pequeno Dumbo e aqui o personagem principal continua sendo ele mas vemos diversos pontos de vista através dos personagens Holt Farrier (Collin Farrell), Max Medici (Danny DeVito), Collette Marchant (Eva Green), V. A. Vandevere (Michael Keaton) e, principalmente através dos filhos de Holt: Milly Farrier (Nico Parker) e Joe Farrier (Finley Hobbins).

Holt é um ex-artista circense que volta da guerra sem um braço e tenta encontrar meios de se reintegrar ao circo de Medici. Já que os cavalos que ele usava em seu truque foram vendidos, ele fica encarregado de cuidar do Dumbo e tentar achar alguma função para o pequeno elefante. Se na animação um grupo de corvos ajudam Dumbo a descobrir que consegue voar, aqui no filme quem o ajuda são as crianças Milly e Joe. Na personagem de Milly o filme aproveita para inserir um conflito a mais na trama: a menina quer ser cientista mas seu pai Holt quer que ela descubra algum talento para usar no circo. É através dos olhos das crianças durante a rotina acelerada dos bastidores de um circo e da maneira com a qual elas se aproximam de Dumbo que o filme ganha contornos de literatura fantástica e é nesse núcleo do filme que há as cenas mais marcantes.


Entretanto, o maior problema do filme é que ele não faz com que o público se importe ou se emocione com a história tanto quanto o original. Seja por (erroneamente) considerarem animações como um gênero menor do que um filme com atores, ou seja por quererem lucrar ao máximo com uma franquia ao refilmarem com atores alguns clássicos da animação. Fato é que nos últimos anos a refilmagem de animações é uma tendência que pode ser observada com facilidade: desde filmes de super-heróis baseado em gibis, esses remakes da Disney, e Netflix lançando versões com atores de animes.

Apesar de serem histórias diferentes, todos estes exemplos têm um aspecto em comum: dificilmente são comparáveis ao original. Mas não por uma questão de nostalgia, é porque histórias em quadrinho e animações conseguem articular questões e construir universos que nem sempre são bem desenvolvidos em um filme com atores. Apesar do Dumbo ser CGI, todo o resto do filme é feito com atores e, mesmo com os muitos esforços de Michael Keaton e Danny DeVito de trazer em cena uma atuação com grandes expressões faciais que parecem ter saído de um desenho, o filme não consegue ter a mesma carga emocional que a animação original. Ainda assim, a produção do filme é certamente o seu ponto mais memorável.

Com produção de design feita por Rick Heinrichs, o filme consegue construir um mundo que é muito próximo e muito distante do nosso; o filme ganha profundidade nesse jogo de aproximação e distanciamento na medida em que consegue trazer em cena alguns aspectos de literatura fantástica e cenários que parecem terem saído de um conto de fadas e que, ao mesmo tempo, consegue discutir questões muito semelhantes às da nossa realidade como o direito dos animais e conflitos familiares. Por fim, “Dumbo” apesar de sofrer as limitações que um filme com atores sofre, consegue encontrar em algumas cenas e personagens liberdade artística e substância.

Um comentário:

  1. sempre achei dumbo um dos desenhos mais tristes e lindos! com certeza quero ir ao cinema ver o filme!

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