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A Torre do Amor || Eloisa James

18.3.19


Quarto livro da série Contos de Fadas e uma releitura de Rapunzel, A torre do amor fala sobre o relacionamento de Gowan, duque de Kinross, e lady Edith. Gowan decide de uma hora para outra que precisa se casar e no baile de apresentação de Edith decide pedi-la em casamento, assim, na primeira vez que a viu. Ele ficou encantado com a doçura dela e o quanto aparentava ser uma moça submissa e angelical. Só que na noite de sua apresentação, Edie, como gosta de ser chamada, estava sob efeitos de remédios para curar uma gripe e não se lembra muito bem da noite nem de Gowan. Mas mesmo assim ela aceita o pedido de casamento e os dois passam a trocar cartas e se conhecer.

Quando Gowan percebe que Edie não é a noiva que ele esperava, o compromisso não pode ser mais desfeito e só resta a ele aceitar a personalidade de Edie. Para ela tudo é mais simples. Edie é uma mulher prática, que não acredita no amor e nem nas relações carnais. Tendo o pai e a madrasta como modelo, ela não quer, de jeito nenhum, um casamento como o deles: apaixonado e tempestuoso, mas é exatamente o que ela recebe quando se casa com Gowan. Com a convivência Edie passa a gostar dele e não saber como lidar com isso, e também não sabe lidar muito bem com o que acontece na cama, como vou explicar mais a seguir. Com Rapunzel o livro só se parece mais para o fim.

Vou me casar com um escocês do tamanho de uma maldita arvore, sem senso de humor e com tendência a ser impulsivo.


Vamos lá ao que tem de diferente nesse livro e me agradou bastante. Os outros livros dessa série são só com personagens ingleses, aqui o protagonista é escocês e a autora vai explorar o imaginário do que isso envolve. Gowan tem o estereótipo masculino das Terras Altas, que muito me lembrou o Jamie de Outlander, um macho alfa que anda de kilt e tem suas vontades aceitas. A Edie vai com ele para a Escócia e alguns detalhes sobre o país e os costumes são comentados. Outra coisa interessante é a paixão que a Edie tem pela música e seu violoncelo. O Gowan não entende muito de música, mas ele sabe que isso é importante para ela, tanto que a maior parte do tempo de Edie é dedicado ao estudo. Ele até se questiona se teria espaço no coração dela, além da música.

O que eu nunca tinha lido em um romance de época e apareceu aqui, é a questão do prazer feminino. Os dois personagens são inexperientes na cama e logo na primeira noite a Edie detesta o ato. Doeu, ela não se sentiu confortável, e passa a pensar que o problema é ela, já que para Gowan o sexo é bom. Eu vi isso como uma crítica da autora para o fato de sempre ser culpa da mulher quando as coisas não vão bem na cama e ela acaba fingindo o orgasmo. Isso acontece com a Edie, que passa a abominar o sexo e tentar adiar ao máximo o ato. Depois disso, tudo na vida dela desanda. Ela começa a se apaixonar pelo Gowan, mas não lida com o sexo e a vontade que ele tem de fazer sempre e não só à noite.

Será que ela era a única mulher do mundo que achava profundamente perturbador ficar debaixo de um homem grande enquanto ela inseria uma parte de si dentro dela?


O livro gira sobre esse problema e como um casal resolve isso. O Gowan tem um papel fundamental na questão e durante um tempo ele não percebe que tem algo errado, mas quando faz isso, ele fica com muita raiva da Edie por ter mentindo e passa a se achar um homem inferior por não conseguir dar prazer a sua mulher. Não vou explicar bem como as coisas terminam porque seria spoiler, mas eu gostei muito de ter lido em um romance de época algo assim. Claro que isso é um pouco utópico. Como eu disse, essa questão é tratada como problema só da mulher e não do casal. Aqui a autora imagina como deveria ser, como os dois deveriam tratar o assunto.

Esse livro tem o amor à primeira vista que eu não gosto muito, por parte de Gowan, e um começo um pouco arrastado, mas depois a leitura deslancha e fica muito boa. A Eloisa teve altos e baixos nessa série para mim e o primeiro continua sendo o meu favorito. Aqui a leitura se destaca por trazer algo que eu nunca tinha lido em romances de época e isso fez toda a diferença. Vale sim conhecer essa autora e dar uma chance para essa série. O próximo é o último e não consegui identificar sobre qual conto de fadas é, mas o importante é que lerei e espero que ele feche essa série com chave de ouro.

A Duquesa Feia
Eloisa James
Editora Arqueiro: Facebook/Instagram
 
Resenha do primeiro livro da série:
Quando a Bela domou a Fera
Um Beijo a Meia-noite
A Duquesa Feia 

Onde comprar (link comissionado):
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