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A Cinco Passos de Você

21.3.19

A Cinco Passos de Você || Estreia em 21 de março de 2019
Crítica: Karla Nayra


A única certeza que temos na vida é a de que vamos morrer, mas mesmo assim ainda não aprendemos a lidar com essa certeza. A Cinco Passos de Você apresenta a história de Stella Grant (Haley Lu Richardson) que, aos dezesseis anos de idade é acometida por uma doença conhecida como fibrose cística. Durante sua estadia no hospital, ela conhece Will Newman (Cole Sprouse – Jughead de Riverdale) que sofre da mesma doença. Ambos se apaixonam, mas estão impedidos de se tocarem, pois a doença pode se tornar ainda mais grave caso o contato físico ocorra. Acontece que o toque é praticamente tão vital quanto a respiração. Essa é uma das diversas reflexões propostas pelo filme, que vai além de uma história de amor romântico.

O diretor Justin Baldoni se empenha em falar de diversos tipos de amores para tentar sair do clichê. Mas não tem jeito, o clichê também é um recurso que faz a história ser justamente o que ela é: um drama voltado para o público adolescente. Todavia, isso não é um impedimento para que mergulhemos de cabeça na história. O sentimento de empatia entre o público e o filme é um elemento que tanto a direção quanto o roteiro buscam incansavelmente. Exatamente por isso, fica difícil evitar com que algumas lágrimas escorram algumas vezes. Na verdade, nem era preciso dar essa explicação, basta ver o trailer e você entenderá o que estou falando.


Há um forte elemento educativo e um compromisso em explicar a doença e suas implicações à um público muito jovem. Diante da expectativa de que o publico entenda, em alguns momentos o filme fala mais do que deve, quando poderia mostrar. O final do filme não traz surpresas, mas há momentos de tensão bem estabelecidos pelo diretor. Apesar de o final ser aquilo que se espera, não significa que é ruim. Há recursos de linguagem usados pelo diretor que contam o final sem necessariamente mostrá-lo. Aqui há uma diferença do desenvolvimento inicial da narrativa do filme e finalmente o diretor acerta a mão.

O que é a vida, afinal? Parece que só entendemos a urgência em viver da forma correta quando estamos à beira da morte. Outra reflexão que a história apresenta é a de que nada é fixo ou permanente, um conceito do budismo. As instabilidades da vida estão dadas, a pergunta é como lidar com elas? O roteiro apresenta algumas respostas e referencias à meditação aparece como uma delas de forma sutil. O filme faz o estilo “fofo” e certamente vai emocionar e agradar os corações adolescentes.

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