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The Kiss of Deception || Mary E. Pearson

8.2.19


Estava com vontade de ler The Kiss of Deception desde quando foi lançado, movimentando o selo Dark Love da editora Darkside. Esperei ter a trilogia completa para começar essa saga e em janeiro finalizei o primeiro livro. Ele é uma fantasia que narra a jornada da heroína Lia, princesa de Morrighan e que no começo do livro foge de seu casamento com o príncipe do reino de Dalbreck. Esse casamento uniria os dois reinos contra invasores do reino de Venda. Só que Lia deseja mais, ela quer ser dona do seu destino, viver uma vida normal e ser reconhecida por suas qualidades e não por ser uma princesa. Ela foge para Terravin com uma das criadas e vai trabalhar em uma taverna.

Em seu rastro estão um Assassino e o Príncipe. Sim, o príncipe com quem Lia ia se casar vai atrás dela para conhecê-la e entender porque ela fugiu. O assassino quer matar Lia para que ela não se case e acabe com a guerra entre os reinos. O tempo que a Lia passa trabalhando na taverna é o melhor período de sua vida. Ela conhece Rafe e Kaden e acaba se envolvendo com eles, na verdade mais com Rafe. Só que as consequências de fugir de suas responsabilidades vão chegar até Lia e cobrar seu preço. Todos os três vão narrar o livro e terão a oportunidade de nos deixar conhecê-los melhor.

Agora, essa vida era um sonho criado por mim mesma, na qual o único limite era minha imaginação. Era uma vida comandada por mim, apenas por mim.


A grande questão sobre Rafe e Kaden, assassino e príncipe, é que não sabemos quem eles são. A autora pregou uma peça comigo e depois descobri que com muita gente. Ela nunca deixou claro quem é quem e supus algumas coisas. Supus errado, claro, e tomei um susto no capitulo 43 quando tudo é revelado. Cheguei a comentar no instagram que a editora tinha trocado os narradores de tão chocada que fiquei. Essa foi uma ótima reviravolta e foi o gás que eu precisava para finalizar bem a leitura. Quando lembro que ela me enganou me dá um pouco de raiva, mas admiração também porque ela foi bem esperta ao fazer isso e sem eu nem perceber.

Esse livro, além da jornada do herói, tem umas características bastante épicas. Guerra entre reinos, superstições e profecias, tem uma protagonista que descobre fazer parte de algo maior e que tem poderes. Nesse primeiro livro não fica muito claro quais seriam esses poderes da Primeira Filha da Casa Real, então eu espero que nos próximos isso seja esclarecido. Ser a Primeira Filha da Casa Real significa ter algum tipo de dom, a Lia acha que não possui e esse é um dos motivos para sua fuga. À medida que vai se conhecendo e enfrentando as dificuldades de sua jornada, esse poder aparece, só que não fica claro o que realmente é. Durante as páginas tem alguns cânticos e poemas que dão pistas de quem a Lia é, atenção.

Era tão difícil entendê-lo. Em um minuto os olhos dele estavam cheios de calor, no seguinte, eram frios como o gelo; em um minuto ele era atencioso, no outro, ele me dispensava e se afastava. Qual seria a batalha que estava sendo travada dentro dele?


Romance e outros elementos de fantasia são bem equilibrados nesse livro, eu pelo menos achei. Não é focado muito no romance, embora ele seja o motivador de alguma situações, e dá bastante espaço para a Lia se descobrir e enfrentar suas questões. Ela é a personagem central e a que mais narra, tudo vai passar por ela. Lia não é uma adolescente besta, mesmo não tendo muita experiência de vida ela é bastante inteligente e tem uma personalidade forte. Não me agradou o tempo todo, mas faz parte de quem ela é. Não vou dizer de quem gostei mais em relação aos meninos que estragaria toda a graça do livro, que está em descobrir quem é o príncipe e quem é o assassino.

Essa leitura me arrebatou desde as primeiras páginas. Não sou uma pessoa que gosta muito de fantasia; eu leio, mas não é meu gênero predileto. Com essa leitura foi uma experiência nova, até porque, tinha um romance para me prender. Não adianta, eu amo um bom romance em qualquer livro. Só não dei 5 estrelas para ele no skoob porque lá pela pg 180, 200 a leitura cai um pouco, fica maçante. Mas logo tem a reviravolta que comentei e a leitura volta a ser intensa e não sosseguei até finalizar. É o tipo de livro que quando você não está lendo fica pensando nele, não vê a hora de voltar. Ele finaliza em um momento de tensão e eu devo pegar o segundo muito em breve. Aliás, pretenso finalizar a trilogia o mais rápido possível. Vale a leitura, é um livro muito bom.

- Algumas coisas duram.
- É mesmo? E exatamente que coisas seriam essas?
- As coisas que importam.


SOBRE A EDIÇÃO

Foi a primeira vez que li um livro da Darkside. Já tinham me avisado que a revisão deles não era muito boa e deixo aqui a minha confirmação. Tem um excesso de vírgulas que trava a fluidez da leitura. Fora os diálogos serem em aspas, o que eu detesto. A Darkside e a Gutenberg tem esse costume. O dialogo em aspas é uma característica dos livros estrangeiros que eu não entendo porque eles adotam. Daí tem a repetição de uma palavra que gente do céu; eu não aguentava mais ler a palavra camarada até a metade do livro. Depois alivia um pouco, mas cadê os sinônimos?

O que realmente me irritou nessa edição, e eu precisava do original para saber o que aconteceu, foi a contemporaneidade de algumas expressões e frases no texto. Esse livro se passa em tempos antigos, de reis, rainhas, castelos... daí eu estou lá, concentrada na leitura, e me deparo com a protagonista falando que "está na seca". Minha cara deve ter sido hilária. Depois me deparei com garçonete e cisterna. Eu me recuso a acreditar que a autora tenha usado palavras contemporâneas no original, depois de ter tanto trabalho para nos inserir em um ambiente medieval. Fica a minha reclamação.

The Kiss of Deception Crônicas de Amor e Ódio # 1
Mary E. Pearson
Darkside Books: Facebook/Instagram

Onde comprar (link comissionado):
Amazon

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