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Sempre teremos o verão || Jenny Han

22.2.19


Finalizando a semana da trilogia O verão de Jenny Han, hoje a resenha é de Sempre teremos o verão, que conclui a estória de Belly. Já aviso que se você não leu os dois primeiros pode encontrar spoiler nesta resenha. O livro começa passado uns dois anos do tempo final de Sem você não é verão. Agora a Belly está no inicio da vida acadêmica e namora o Jeremiah, inclusive eles estudam na mesma faculdade. O relacionamento dos dois vai muito bem, só que a Belly começa a reparar em algumas coisas no Jeremiah que ela não gosta. Antes ela só tinha contato com ele no verão, agora são todos os dias e a intimidade revela características que ela não sabia. O Conrad está afastado dos dois, ele agora faz faculdade na Califórnia e eles pouco tem contato.

O que dá inicio a estória mesmo é a Belly descobrindo a traição de Jeremiah, que viajou sem ela e acabou ficando com outra mulher. Eles ficam uns dias separados quando ele sugere que os dois reatem e se casem. A Belly aceita, os pais dela e o pai dele não. Daí a narrativa vai girar nos preparativos desse casamento e em todas as consequências que isso desencadeia. A impressão é que esse casamento só foi proposto para que os dois voltassem a ficar juntos e não que eles realmente acreditassem que isso daria certo. Os dois não conseguem se sustentar sozinhos, são imaturos e ainda não sabem o que querem fazer no futuro. Não que jovens não devessem se casar, mas acho que uma decisão tão séria deveria ser tomada com calma e não para reatar um relacionamento.

Meus dois grandes amores. Acho que sempre soube que me tornaria Belly Fisher um dia. Só não fazia ideia de que seria dessa forma.


O fato deles serem imaturos para um passo tão grande fica claro nas cenas que eles estão decidindo coisas do casamento. Como eles ainda são sustentados pelos pais, eles procuram um apartamento barato e nem o mais barato cabe no orçamento deles. A Belly trabalha como garçonete e o Jeremiah é estagiário na empresa do pai, mas isso não é suficiente para manter as desesperas de uma casa e a vida a dois. Quem vai bancar o casamento é o pai do Jeremiah e isso desagrada a Belly, que esperava ter dinheiro pelo menos para ajudar. A Belly nesse livro está muito perdida. No fundo ela sabe que o casamento não é uma boa ideia, mas tem medo de perder a segurança que é o relacionamento com Jeremiah.

A relação da Belly com a mãe fica muito abalada com essa história de casar. A mãe é totalmente contra e não participa dos preparativos, o que desestrutura a Belly, que num determinado momento sai de casa e volta para a casa de veraneio. Lá ela se depara com Conrad e as coisas ficam duvidosas. Ela acaba convivendo com ele e relembrando os motivos que a fizeram gostar dele. E mais, ela relembra o quanto amou esse garoto desde que ela se entende por gente e o quão difícil é deixar isso para trás. Tanto que ela fala que sempre vai amá-lo, independente de qualquer coisa. Lembra que eu comentei na resenha passada que o Jeremiah narrava o livro e o Conrad não, e que eu esperava que no terceiro isso acontecesse? Pois bem, acontece.

Os primeiros eram importantes. Mas eu tinha certeza de que os últimos eram ainda mais. E Jeremiah, seria o meu último, o meu tudo e o meu sempre.


Nesse livro a gente vai entender porque ele é tão esquivo com a Belly, tão indiferente. Não vou dizer que engoli o motivo dele, mas me colocando no lugar faz sentido ele acatar esse pedido. Aqui todos os personagens vão ter a sua dose de imaturidade. E o comentário que eu fiz na primeira resenha sobre o amadurecimento da Belly caiu por terra. Ela insistir nesse casamento me irritou bastante, a gente percebe que está tudo errado e ela também, mas mesmo assim continua tocando o barco. No fim terá o confronto sobre o amor desses três personagens e o Conrad não é nada bacana colocando a Belly contra a parede e forçando uma situação que ele poderia ter administrado bem antes.

Ainda sobre o final, não gostei 100%. Acho que a Jenny correu com a estória e deu um final bem fraquinho para personagens que tive tanto carinho e acompanhei com entusiasmo. Num todo, a trilogia vale muito a pena principalmente pela narrativa arrebatadora, eu não consegui parar de ler até terminar o último livro. Os personagens são cativantes e por mais que o enredo não tenha tantas reviravoltas e acontecimentos marcantes, ele te conquista. Eu fiquei torcendo para que cada um tivesse o seu final feliz. Mesmo os que não tiveram, não tiraram o brilho da narrativa. Essa é uma autora bacana tanto para jovens, quanto para adultos. É bom entretenimento na certa.

Não se case com ele. Não fique com ele. Fique comigo.

Sempre Teremos O Verão # 3
Jenny Han
Galera Record: Facebook/Instagram

Resenha dos primeiros livros da trilogia:
O verão que mudou minha vida
Sem você não é verão

Onde comprar (link comissionado):
Amazon

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