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Sem você não é verão || Jenny Han

20.2.19


Essa semana está rolando um especial com a trilogia O verão de Jenny Han. Comentei na segunda sobre o primeiro, O verão que mudou minha vida, e hoje trago as minhas impressões sobre o segundo, Sem você não é verão. O tempo da narrativa desse livro me deixou um pouco confusa. A Belly, protagonista, narra alternando passado e presente. No primeiro isso deu certo, aqui nem tanto. Você precisa prestar bem atenção para saber que tempo aquele capítulo está. No presente da narrativa a Belly está tentando superar a morte de um personagem muito importante para ela. O verão chegou e ela não vai passar com os meninos, Jeremiah e Conrad. O primeiro desde que ela nasceu.

A Belly espera o verão porque nele sua família se reúne e é a oportunidade de estar perto de Conrad, mesmo que seus sentimentos não sejam retribuídos. Essa narrativa gira na ajuda que Belly vai dar ao Jeremiah para encontrar Conrad. Ele largou as aulas de verão e sumiu. Quando ficou sabendo disso, ela não pensou duas vezes e foi ajudar a encontrá-lo. Nessa busca, a Belly vai relembrar algumas situações que ela passou nos verões anteriores e terá seus sentimentos por Conrad finalmente confrontados. Vai ser o momento em que ela ou fica com ele de uma vez, ou se liberta desse sentimento.

Isso sim é um coração partido. A agonia no peito, a dor no fundo dos olhos. A consciência de que as coisas nunca mais serão como antes. (...) Você acha que sabe o que é o amor, você acha que sabe o que é a dor de verdade, mas não sabe. A gente nãos sabe nada.


Em comparação com o primeiro, Sem você não é verão é muito mais emocional. A Belly precisa lidar com a morte de uma pessoa muito significativa para todos a sua volta e como ela nunca tinha vivenciado essa situação, não lida da melhor forma. Ela se esquiva muitas vezes e não está presente quando os meninos mais precisam dela. Isso acaba fazendo com que a Belly amadureça, mas só em relação a esse ponto. Eu tinha comentando na resenha anterior que ela crescia ao longo do livro e aqui ela regride muito. Fica mimada, lida como uma adolescente rebelde em muitos momentos. Claro que ela é isso, uma adolescente passando por fases, mas eu tinha notado uma mudança que foi por água baixo aqui. Tem que ter paciência com ela.

O triangulo amoroso ficará bem mais presente nesse livro. Jeremiah tinha se exposto no anterior, mas como eles estão passando pelo luto, isso ficou um pouco em segundo plano. Mas tem um momento nessa estória que ele assume a situação e se declara. A Belly meio que entra em parafuso, porque a paixão dela sempre foi pelo Conrad e na sua visão o Jeremiah era seu melhor amigo. Só que com a indiferença de Conrad em relação à ela, a Belly começa a olhar para o Jeremiah com outros olhos. Pensar: por que não? O Jeremiah é um menino encantador, que está ali para a Belly e se preocupa com ela. Então essa vontade de seguir em frente vai aparecer mais para o fim do livro.

Não queria cometer os mesmos erros dos meus pais. Não queria que meu amor desaparecesse um dia, como uma antiga cicatriz. Queria que ele ardesse para sempre.


Por falar em Conrad, ele é uma incógnita para mim e para a pobre da Belly que sofre com o seu interesse e desinteresse o tempo todo. Nesse livro o Jeremiah narra também, mas o Conrad não. E isso faz com que a curiosidade sobre ele aumente. Ao mesmo tempo eu tenho raiva dele, do modo como ele trata a Belly, uma menina que sempre o idolatrou e está disposta a abrir mão de muita coisa só para estar ao seu lado. Imagino eu, que a autora vai dar voz à ele no último livro da trilogia, já que o irmão narra aqui. Vai ser a nossa chance de entender o que o Conrad pensa e sente em relação à Belly. Dá para perceber que ele gosta dela, mas se distancia por alguma razão.

Eu estou bastante envolvida com essa estória e lendo um livro atrás do outro. Não é um enredo excepcional, cheio de coisas diferentes nem nada do tipo, mas é uma narrativa que te prende e você quer ler até o fim para saber o que vai acontecer com a Belly e seus meninos. Não sei dizer se esse é melhor do que o primeiro, mas esse segundo era necessário para a relação da Belly com Jeremiah acontecer. Se os dois vão ficar juntos, só lendo o terceiro. Última coisa, eu tenho lido esses livros e pensando que daria uma ótima série de tv. Espero que a Netflix, após adaptar os outros livros de Para todos os garotos que já amei, olhe para essa trilogia.

(...) eu amava aquela casa e odiava ter que dizer adeus. Porque era mais do que só uma casa. Eram todos os verões, cada passeio de barco, cada pôr do sol. Era Susannah.

Sem Você Não É Verão # 2
Jenny Han
Galera Record: Facebook/Instagram

Resenha do primeiro livro da trilogia:
O verão que mudou minha vida

Onde comprar (link comissionado):
Amazon

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