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Minha Fama de Mau

14.2.19

Minha Fama de Mau || Estreia em 14 de fevereiro de 2019
Crítica: Karla Nayra


Um tributo à jovem guarda. O protagonista é a figura de Erasmo Carlos (Chay Suede). Mesmo assim, o diretor Lui Faria não deixa de mostrar personagens fundamentais para a construção dessa narrativa como Roberto Carlos (Gabriel Leone), Wanderléa (Malu Rodrigues) e até mesmo Tim Maia (Vinícius Alexandre). O filme mostra a ascensão dos artistas que compunham Jovem Guarda seguindo principalmente Erasmo Carlos. O diretor encontra espaço para trazer à tona a memória de uma malandragem carioca de um Rio de Janeiro nostálgico que já não existe.

O filme é baseado na história real da Jovem Guarda e por isso mesmo faz uma composição realista com imagens de arquivo da época que se misturam com as imagens de cinema produzidas, acrescentando um tempero documental à trama em alguns momentos. Mas não. O filme não é um documentário. Muito pelo contrário, a equipe de arte adota uma coloração predominantemente quente e, como complemento, o diretor utiliza o formato de quadrinhos para contar algumas partes da história. Não vi muita utilidade para isso, mas está lá.


Há ainda a participação de Isabela Garcia, que interpreta a mãe do jovem Erasmo. Em termos de atuação, ela é a grande destaque. Somos capturados pelo olhar de preocupação que expressa e nos transmite o sentimento de que em cena há uma mãe genuinamente amorosa e comovente. Por outro lado, alguns personagens nem precisavam existir, como por exemplo Beatriz que só serve pra dizer que o tempo passou e, numa boa, há formas muito melhores e mais eficazes de fazer isso. Paula Toller não consegue dominar sua personagem, a jornalista Candinha. No papel não conseguimos esquecer que ela ainda é a vocalista do Kid Abelha. Isso não deu certo.

Como era de se esperar, as canções de Erasmo estão presentes em todo o filme. Entretanto, algumas vezes a edição parece não seguir uma lógica consciente para acrescentar as músicas, dando a impressão que a obra está barulhenta demais e não há uma progressão para as entradas e saídas da trilha. Já no terceiro ato o diretor parece encontrar um tom mais ameno para conduzir a história ao final. Ele silencia o filme para dar espaço ao drama final que é proposto.

Trata-se de uma obra para quem realmente gosta dos artistas apresentados. Ademais, o roteiro poderia ter aproveitado melhor os fatos históricos para tentar dar mais relevância ao filme. Em seu conjunto, temos uma representação da trajetória da jovem guarda e uma ligeira informação acerca de seus conflitos externos.

Um comentário:

  1. ah desde que soube do lançamento desse filme to super curiosa pra ver, eu adoro a jovem guarda e o chay

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