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Alita: Anjo de combate

11.2.19

Alita: Anjo de combate || Estreia em 14 de fevereiro de 2019
Crítica: Karla Nayra


Renitentemente, James Cameron twitou que o filme Alita: Anjo de combate estava “legal pra car***”. Cameron que me perdoe, mas “legal pra car***” é o trabalho incrível de criação de personagem que ele mesmo desenvolve no filme. Além da protagonista, o filme conta com coadjuvantes ciborgues e robôs ricos em detalhes e curiosamente inovadores. E por falar em aspectos técnicos, o filme revela muito capricho na construção de mundo que é percebido desde a iluminação que banha os cenários até as cenas mais simples como, por exemplo, o quarto da protagonista. Uma clara demonstração do compromisso estético da equipe de arte.

Toda mise en scène é extremamente crível. Logo quando as cenas de ação começam, o poder de convencimento criado pelos supercomputadores por meio do Computer-Generated Imageryestão (CGI) são sensacionais. Em termos de imagem eles acertam em tudo. O realismo se mistura à fantasia de forma difusa e quase imperceptível. Nas cenas com humanos, muitas vezes quase esquecemos que Alita é uma ciborgues. Digo quase, porque a estrutura narrativa pecou bastante. Vamos a ela.


Os problemas de roteiro são diversos a começar com o mais grave, os personagens falam o que não precisava ser dito. Isso fere um dos princípios mais básicos do cinema: mostrar mais e dizer menos. A história é cheia de clichês e em diversas cenas já sabemos o que vai acontecer no final antes mesmo da metade. Os vilões possuem motivações frágeis e, ao contrário de Thanos (Os Vingadores), não o compreendemos ou sentimos a menor empatia. Os antagonistas estão lá apenas como um elemento narrativo, são somente personagens malvados que desejam destruir a protagonista. Isso enfraquece “E” muito a narrativa.

Há questões filosóficas como “quem somos?” ao longo do filme. Todavia, a questão é mal elaborada e acaba caindo num clichê banal. Além disso, não oferece nenhuma reflexão nova ao espectador. As cenas de romance também destoam e são forçadas, exageradas e extremamente piegas. Assistir a esse filme é uma experiência de entretenimento escapista. É possível se divertir com o trabalho incrível de computação gráfica e até achar motivos para se entreter com a narrativa fraca.

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